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O simples presente do indicativo vou, vais, etc. para exprimir uma ida futura é absolutamente correto e é até muito mais comum que vou ir, vais ir, etc. O verbo ir é de facto excecional, mas não por ser o único, que não é, em que se usa o presente para referir o futuro; nós fazemos isso com qualquer verbo. Esta prática está aliás reconhecida na Nova ...


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Se usas é, estás a afirmar a condição de ele ser judeu é verdadeira no momento em que afirmação é feita. Podia ser judeu na altura da história ou não. Se usas era estás a dizer que a condição de ele ser judeu é verdadeira no teu ponto de referência no passado, mas podia ser verdadeira antes desse ponto e pode ter continuado a ser verdade até ao presente (...


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O significado não difere muito entre ambas as formas verbais e é muito frequente serem usadas para dizer a mesma coisa. No entanto, de um ponto de vista mais formal trata-se de uma distinção entre uma acção continuada e uma acção finita, mais do que uma questão de recorrência. No exemplo apresentado: Tem chovido muito esta semana! Trata-se de uma acção ...


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O Pretérito Perfeito Composto não tem necessariamente de exprimir iteração; dependendo das características aspetuais do predicado, pode ter um valor durativo (nomeadamente, se se tratar de um estado). Por exemplo: Tem chovido [=tem estado a chover] a tarde inteira. A diferença com choveu a tarde inteira é essencialmente que tem chovido só pode ser ...


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The pretérito imperfeito (PI), estávamos, means the event started before the reference time and continued after the reference time. The pretérito perfeito (PP), estivemos, means the event coincides with or is contained within the reference time. I think this is also the case in Spanish, but you tell me. In your examples the reference time is “ontem” or ...


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It's likely not the present tense: nós costumamos is present indicative and also pretérito perfeito. The pretérito perfeito in Portugal is costumámos or costumamos; in Brazil, costumamos only. Nós costumávamos is pretérito imperfeito. That said, the pretérito perfeito is not idiomatic for this purpose. To say that you used to do something in some period in ...


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As duas alternativas são possíveis. Mas se começamos com tinha, tipicamente vamos contar alguma coisa que se passou nesse tempo. Então dizer que é vai causar uma certa dissonância. Comparemos: (a) Tinha um amigo que é judeu. Um dia convidámo-lo para jantar e... (b) Tinha um amigo que era judeu. Um dia convidámo-lo para jantar e... (c) Tinha um amigo ...


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Is the simple future used in spoken Portuguese? Yes, it certainly is. But this needs to be qualified. The future simple has many values. Here are some, and how they could (or not) be replaced with ir (present) + infinitive, haver (present) de + infinitive or the present. (There is also the form ir (future simple) + infinitive, which is similar in meaning ...


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Trocar o futuro do pretérito pelo imperfeito, o futuro simples pelo presente (ou por ir + infinitivo), são muito comuns -- aliás, a regra -- no registo oral. Podemos ir mais longe e substituir ainda o subjuntivo pelo indicativo. Por exemplo, a frase: Se ele tivesse apanhado a bola, teria marcado golo. pode ser reformulado em linguagem popular por: Se ...


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O uso do presente do indicativo para uma ação que vai se concretizar no futuro é, não apenas gramaticalmente correto, mas também extremamente comum. O futuro do presente, apesar do seu nome, caiu em desuso em favor do presente do indicativo. Dificilmente ouvimos alguém dizer: “se você fizer a dieta, é certo que emagrecerá”. Mesmo na norma culta do Português ...


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Não creio que se trate de um verbo defectivo. É verdade que convir no sentido de ser útil, proveitoso, apropriado (aceções 1, 2 e 5 do Aulete) é usado sobretudo na terceira pessoa: coisas ou combinações que convêm. Mas é possível formar frases perfeitamente inteligíveis com este significado de convir em todas as pessoas gramaticais. E só não encontrei para a ...


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Em minha opinião, nenhuma dessas traduções é muito feliz. A perífrase costumar + verbo exprime geralmente um valor de aspeto habitual, embora nem sempre, como mostra Oliveira com a frase «eu costumava ter uma amiga com inúmeras pulseiras. Ela parou quando começou a deformar o braço». A frase não será porventura muito elegante, mas também não a rejeitaria (...


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Your question is about the spoken language. So is my answer. In ptBR, the future is expressed by "verb ir + infinitive". It is very rare to hear someone use the future simple for an action that is going to happen in the future. Let's examine some examples, including a few posted by Artefacto in his answer (ptPT). "Eu viajarei"...sounds formal or pedantic....


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Quando se deu a transformação? Procurando superficialmente uma publicação achei: Mendes, Ronald Beline. "A evolução do passado composto em português."Todas as Letras-Revista de Língua e Literatura 7.2 (2009). “A principal questão que motivou nossa análise foi: como a perífrase TP deixou de ser usada para expressar aspecto perfectivo (resultado), passando ...


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As duas formas são gramaticais e parecem transmitir exatamente a mesma coisa. Se eu tivesse de optar por um, talvez escolhesse "Jantar de Primavera" que soa mais idiomático aos meus ouvidos. Uma possível diferença seria dada pela escolha do artigo, definido ou indefinido: eu diria que "um jantar de primavera", considera a possibilidade da ocorrência de ...


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A forma correcta para conjugar o verbo transgredir na terceira pessoa do plural, no presente do indicativo, é "transgridem". Como mostra o dicionário de verbos online da Porto Editora: eu transgrido tu transgrides ele, ela, você transgride nós transgredimos vós transgredis eles, elas, ...


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No sentido de ser conveniente/útil, convir será geralmente conjugado apenas na terceira pessoal (verbo unipessoal), singular ou plural (refs. 1 2 3), com o singular o mais comum, até porque frequentemente o sujeito (com o qual o verbo concorda) assume a forma de oração (geralmente posposta ao verbo, como em convinha que viessem mais cedo). Mas também se ...


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Sim, tem. Por exemplo: Quando você chegar, eu estarei esperando por você. Ou, em português europeu: Quando você chegar, eu "estarei a esperar por si." Vale notar também que o uso abusivo desse tempo (ou do gerúndio em geral) recebe o nome de gerundismo. Por exemplo "Em breve estaremos retornando sua ligação." pode ser melhor expresso com o futuro ou ...


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Como foi dito nos comentários, o gerúndio e o particípio são formas nominais do verbo. As formas nominais do verbo não flexionam em número, pessoa, voz, aspecto, modo, tempo. Por não terem flexão, têm uma unica forma. O gerúndio e o particípio são relativamente mais fáceis de usar, porque dispensam saber as variações da flexão verbal. Pode comparar a ...


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De uma forma resumida e didática: (A palavra "judeu" nos exemplos refere-se tão somente à religião, e não à etnia.) "Eu tenho um amigo que é judeu." - Ele é meu amigo, é judeu, e está vivo. "Eu tenho um amigo que era judeu." - Ele continua sendo meu amigo mas não é mais judeu. (ou mudou de religião, ou virou ateu) "Eu tinha um amigo que é judeu." - Ele era ...


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Não sei afirmar se essas grafias estão corretas, mas elas são muito comuns em partes do Brasil. Sou brasileiro de Santa Catarina, no Sul do país, e é extremamente raro, no dia a dia, ouvir (ler) alguém falando (escrevendo), por exemplo: "Tu ficaste com quantos reais após o pagamento?" ou "Tu fizeste aquele trabalho da faculdade?", sendo esse uso mais ...


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Pode fazer uso dessa forma verbal em registo oral, todavia no registo escrito, deve evitá-lo, para mais se o registo for erudito: Se me convidasse, eu iria. Com o conjuntivo Se me tivesse convidado, eu teria ido. Todavia pessoalmente, tento sempre usar a forma verbal do condicional mesmo no registo oral. É para isso que ele serve e permite formas claras ...


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A brazilian told me that estivemos is long term and estavamos is short term. I would rather say the opposite: with estivemos the event is taken as punctual while with estávamos the event is taken as durative. I say "taken as" because it is just how the fact is used in the sentence, not necessarily reflecting its actual duration. In practice, the imperfect ...


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"I know that "ia" is a spoken form of "iria" No, not always. Even though "ia" is often substituted for "iria" in conditional clauses, as in "se você me convidasse, eu iria/ia" (futuro do pretérito), "ia" is the current form of "ir" in the "pretérito imperfeito do indicativo" (quando jovem, eu ia ao cinema aos domingos) and it isn't a substitute for "iria" ...


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Yes, the futuro do pretérito is also used meaning "future of the past". Some examples: Bolsas foram deixadas nos estabelecimentos, como garantia de que mulher voltaria. [A Gazeta] Ele me disse que viria de vez em quando e me ajudaria com o dinheiro da ração. [Folha] [...] e ela me disse que viria com uma saia de vinil. [Chic] And this usage is ...


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Sim, existe uma denominação. Chama-se presente histórico. Citando o Houaiss: Uso especial do tempo presente dos verbos para narrar um acontecimento que se deu no passado; p.ex.: Era setembro de 1822. D. Pedro viaja com sua guarda para o Rio de Janeiro; às margens do riacho Ipiranga é interceptado por emissários do rei de Portugal [É muito us. em narrativas ...


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O d de vós vedes, pondes, etc. é hoje exceção, mas foi a regra no português antigo. Só que, como explica a Gramática Histórica da Lingua Portuguesa de Manuel Said Ali (1931, p. 139-40), na maioria dos verbos esse d caiu. Exemplificando:               latim           português antigo         português atual vós:       amatis               amades          ...


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Usos do imperativo negativo de haver são muito raros por duas razões: É incomum usar o verbo haver em sentido pessoal. Mesmo quando pessoal, haver não se conjuga na 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo (NGPC1, p. 446), o que tenderá a limitar os usos do imperativo negativo. Pesquisando no Corpus do Português, existem exatamente duas ocorrência de ...


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Só com significados pouco usuais é que é possível conjugar o verbo haver no imperativo. Como verbo auxiliar (eu havia chegado no dia anterior/hei de escalar o Evereste) não admite o imperativo (ao contrário do verbo ir). O seu uso comum como verbo pleno é no impessoal com o significado de existir (há estrelas no céu), que também não permite o imperativo. Em ...


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