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Além do cacófato (que também aconteceria em outros casos como: "eu vi ela" [viéla] em vez de "eu a vi"), o pronome está sendo mal empregado: ele(s) e ela(s) são pronomes pessoais do caso reto e só podem ser usados na função de sujeito. Para complementos verbais, devemos usar os pronomes oblíquos (o, a, os, as, lhe, lhes). Para mais referências dê uma olhada ...


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Não. Como mencionei nestoutra resposta, não é possível usar simultaneamente dois clíticos que não têm formas distintas para o acusativo e para o dativo (i.e. clíticos da 1ª e 2ª pessoas). Segundo a Gramática do Português da Gulbenkian (vol. II, p. 2236): Os pronomes de primeira e segunda pessoa, que não apresentam formas morfofonologicamente distintas ...


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Esta construção está atestada desde os primórdios da literatura em português, mas vai rareando hoje em dia. Exemplo de Ramalho Ortigão (1836 – 1915), citado por Manuel da Cruz Malpique (negrito meu em todas as citações): Sede sátiros apenas, se o puderdes ser com a hipocrisia devida à morigeração das aparências. Satíricos nunca! As classes médias não vo-lo ...


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A tua pergunta é sobre combinações e contrações de pronomes átonos. Os pronomes me, te, lhe, lhes, nos e vos na função de objeto indireto combinam-se com os pronomes o, a, os, as (objeto direto) da seguinte forma: 1. me, te, lhe e lhes contraem-se com o, a, as: mo, to, lho e do mesmo modo com a, as e os: Ana: O João tem o teu livro. Eu: Não, ele deu-mo esta ...


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O pronome objeto clítico (ou pronome oblíquo átono) da terceira pessoa é alomorfo (isto é, é um morfema com várias representações fonéticas) por dois motivos: Porque esses pronomes são clíticos; E porque a língua portuguesa passou por certas alterações fonéticas durante sua evolução. Clíticos Um clítico é uma palavra que é morfologicamente independente, ...


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Segundo Evanildo Bechara, em sua Moderna gramática portuguesa, o problema não é exatamente a conjunção, porém o fato de "qui-lo" ser uma oração subordinada (nesse caso, causal): Não se pospõe, em geral, pronome átono a verbo flexionado em oração subordinada (p. 588, 37a edição, Editora Nova Fronteira). Logo em seguida, ele diz que podem ocorrer exceções ...


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Sim tudo isso é formalmente correto, e tem até um nome: dativo de interesse. O pronome oblíquo átono (me, te, lhe, etc.), formalmente objeto indireto do verbo, indica precisamente quem é beneficiado ou prejudicado pela ação. Uma construção idêntica é o dativo de posse: (a) Sujaste-me a camisa. (Sujaste a minha camisa.) (b) Já me estragaste o dia. (...


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Em pt-BR há uma grande diferença entre o que se fala e o que se escreve no que concerne ao uso dos pronomes retos e oblíquos. Falamos errado, é verdade. Em um ambiente bem informal, uma roda de amigos, falar corretamente frases do tipo "vocês fizeram-na chorar" ou "procurei-te por toda parte", pode até ser interpretado como esnobismo. Eu certamente não ...


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NOTA: A minha resposta inicial defendia que não se podia considerar errado, apresentando exemplos do CETEMPúblico. Essa análise deixou passar uma distinção importante entre os exemplos com próclise e com ênclise: os exemplos com ênclise são exemplos de frases coordenadas, em que porque é substituível por que. Isto torna-se mais evidente quando reparamos que ...


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Intuitivamente, diria imediatamente que não. Mas vejamos. Numa frase equativa (duas expressões nominais ligadas pelo verbo ser), só o predicado pode ser substituído pelo clítico invariável. Nem sempre é fácil identificar o sujeito e o predicado, e por vezes as duas expressões nominais têm o mesmo valor referencial, mas, neste caso, parece-me que ele é o ...


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Nem toda oração que contém um gerúndio é uma oração "reduzida de gerúndio". Uma oração reduzida de gerúndio é uma oração subordinada, em que a conjunção subordinativa é substituída pelo uso do verbo principal no gerúndio. Por exemplo, na frase seguinte, Se quiser voltar para casa, peça. Temos duas orações, Peça, que é a principal, e Se quiser voltar ...


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De facto, as tuas frases são todas (salvo uma) gramaticais, mas, com o Jacinto sugere, têm tipos distintos de clíticos. Vou desenvolver este ponto. Dativo Ético (1) Espero que o menino não me vá cortar o cabelo dele. (2) ??Dá-me uma bolacha a ela, por favor. A frase 2 parece-me de gramaticalidade muito duvidosa. O clítico me ocorre num local onde ...


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De acordo com o sítio Ciberdúvidas, do Instituto Universitário de Lisboa, essa estrutura não existe. Algumas alternativas são: "Em relação aos cravos, regam-se apenas uma vez por semana." "Em relação aos cravos, regam-se eles apenas uma vez por semana."


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Nunca devemos dizer "eu amo ela", "eu vi ela", e sim "eu a amo", "eu a vi". Isto vale para o verbo no infinitivo acompanhado de pronome pessoal. Exemplo: ao invés de dizer "conhecer ela", prefira dizer "conhecê-la".


2

Você tem razão quanto ao fato de ser errado (segundo a gramática normativa) misturar pronomes de tratamento. Logo, usar ti como pronome oblíquo para você não é correto. Em Portugal, usa-se si nesses casos, então esta frase provavelmente seria escrita como: Você sabe que eu gosto de si. No entanto, no Brasil o uso de si se restringe ao modo reflexivo (...


2

A frase está de acordo com a gramática do português brasileiro. Antes de mais, a regra enunciada é válida, com a ressalva de que não só a preposição em força a próclise, como também o facto de se tratar de uma oração negativa, ou de haver um quantificador (poucos, muitos) ou certos advérbios. Mas como foi já referido, o exemplo que dás não tem uma oração ...


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A única que não está correta é a primeira: Ouvi eles gritar. O motivo é este: o pronome pessoal nominativo eles tem de estar a desempenhar a função de sujeito na oração com o verbo no infinitivo (gritar). No entanto, isto exigiria que o infinitivo estivesse flexionado. O uso do infinitivo simples com sujeito explícito não é possível em português, com ...


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Na aceção relevante, o verbo chamar admite uma carrada de regências: chama-a jeitosa, chama-a de jeitosa, chama-lhe jeitosa, chama-lhe de jeitosa. Cito a Nova Gramática do Português Contemporâneo de Celso Cunha e Lindley Cintra (Lisboa, 2014, p. 647-9; nas fontes dos exemplos omito a obra e página): 3º [Chamar, n]o sentido de «qualificar», «apelidar», «...


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A contração é sempre obrigatória entre os clíticos dativos me, te, lhe, nos, vos e lhes com os clíticos acusativos o, os, a, as. (Não se inclui aqui a combinação se + o, possível nalguns dialetos; esta nunca é contraída em so). Posto isto, temos: Sabes aquele martelo? Mo traz. Na variedade europeia contudo, a colocação dos clíticos antes do verbo (próclise)...


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Eu partilho a intuição e incerteza do Artefacto, mas vou apresentar outro aspeto da questão. Repara neste exemplo diferente: (a) Vi ao longe um homem da tua estatura. Até poderias ser tu. Esta frase é absolutamente normal, e tu é indubitavelmente o sujeito, porque concorda com poderias. O predicativo do sujeito está omisso. A frase completa seria “...


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A regência do verbo chamar é mais complexa do que se pensa, não havendo também unanimidade entre todos os gramáticos. O verbo chamar apresenta uma pluralidade de significados, podendo atuar como verbo transitivo direto, transitivo indireto, transitivo direto e indireto, intransitivo e pronominal. Este vídeo explica os dois casos https://www.youtube.com/...


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Os pronomes eram originalmente lo, la, los e las, mas o L deixou de se pronunciar entre duas vogais. Nas formas que terminavam em r, s e z, havia assimilação destas consoantes ao l do pronome. Por outro lado, as que terminavam em som nasal, era o o l do pronome que assimilava num n. Fonte.


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Se estivermos a falar de Português do Brasil, os exemplos em a) são os, de modo geral, mais frequentes, ao invés dos exemplos em b) que são mais facilmente encontrados no Português de Portugal. É importante perceber que em muitos casos, o uso de ambos é correto/aceitável, consoante o contexto em que estes são aplicados, sendo que num modo mais informal se ...


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