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Reparei que o site "O Antagonista" faz uma interessante construção gramatical ao usar a preposição a antes do nome da publicação (que começa com o artigo O):

O deputado Daniel Coelho, líder do Cidadania, também comentou sobre a censura imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, à Crusoé e a O Antagonista.

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A O Antagonista, o ex-presidente do STF Carlos Ayres Britto afirmou que Teori era “um amigo querido e um magistrado exemplar.”

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Há outros exemplos, o que mostra que essa é uma escolha deliberada da equipe editorial. Isso está correto?

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1 Answer 1

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Está correto. É aliás o que prescreve o Acordo Ortográfico de 1990 (Base XVIII, 1.a). Explicando eles que se usa apóstrofo em coisas como n’Os Lusíadas, d’Os Lusíadas, etc. (em alternativa a em Os Lusíadas, de Os Lusíadas, que também é correto), acrescentam:

As cisões indicadas são análogas às dissoluções gráficas que se fazem, embora sem emprego do apóstrofo, em combinações da preposição a com palavras pertencentes a conjuntos vocabulares imediatos: a A Relíquia, a Os Lusíadas (exemplos: importância atribuída a A Relíquia; recorro a Os Lusíadas). Em tais casos, como é óbvio, entende-se que a dissolução gráfica nunca impede na leitura a combinação fonética: a A = à, a Os = aos, etc.

Já agora, procede-se do mesmo modo em coisas como rogo a O que tudo pode, rogo a Aquela que nos protege, isto é, quando se quer realçar o pronome com inicial maiúscula (doutro modo, escreveríamos simplesmente ao, àquela; alínea b do mesmo artigo).

Nestes aspetos, o Acordo Ortográfico de 1990 simplesmente manteve o estipulado no Acordo de 1945, (pontos 35 e 36), que vigorou em Portugal e países africanos de língua portuguesa. O Acordo de 1943, que vigorava no Brasil, parece ser omisso neste aspeto.

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