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Porque "Rosa" se acentua o "O" e em Ronaldo, em Portugal, se lê como "U"?

Rosa e Ronaldo?

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Parece-me que a sua pergunta é sobre acento principal.

Há regras para determinar o acento principal numa palavra portuguesa, mas para mim as duas regras principais são:

  1. Se há acento gráfico, o acento principal está lá.
  2. Se não, busque a última consoante que não é um "s" ou "m" no fim da palavra (te[s]e e te[s]es, não tese[s]). O acento principal está no vogal que precede (t[e]se).

(Há mais informações no Acordo Ortográfico, mas as duas regras em cima servem para quase todas as palavras multi-sílabas usadas nesta resposta — acho que só não explicam "-ais" e "-ão".)

As últimas consoantes são Ro[s]a e Ronal[d]o, então os acentos principais são R[o]sa e Ron[a]ldo.

A letra "O", quando não tem o acento principal, tem a tendência de se pronunciar "U". Esta pode variar com o sotaque do falante.

O acento principal não obriga o falante a encurtar todas as outras sílabas de forma igual; é possível "carregar" noutras sílabas. Acho que há um exemplo mesmo na palavra "principal": enquanto o "a" tem a acento principal e os "i"s não, acho que o "i" primeiro não se encurta mesmo que o outro. Assim no "Ronaldo", é possível o "o" primeiro não encurtar como o último.

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  • So nice to have a response like yours. I will now remove my initial remark. I was having major issues on another forum with this type of thing. Cheers.
    – Lambie
    Jun 14 at 18:56
  • 1
    Acho que "-ais" e "ão" são contrações do que originalmente eram duas sílabas: "ales" e "ano" (veja-se noutras línguas: principales, capitano). Isto explica que o acento esteja na última sílaba e não na penúltima - o que era a penúltima sílaba tinha o acento, e ao fundirem as sílabas o acento naturalmente manteve-se.
    – ANeves
    Jun 21 at 11:17
  • 1
    Uma nota: em pt-PT, chamamos a isto a sílaba tónica.
    – ANeves
    Jun 21 at 11:19
  • 1
    As vogais nasais como em principal (o ene não tem valor consoante, apenas indica nasalação do i) nunca são reduzidas (estas reduções na pretónicas ocorrem em Portugal mas não no Brasil). Mas os advérbios em -mente são um bom exemplo: o primeiro a é aberto em vago (em que é tónico) e também em vagamente (em que não é). Depois há palavras avulsas (uso acento grave para indicar timbre aberto): pàteta, gèração (pronúncia tradicional; ja há gente, em Portugal, a reduzir o é de geração). E eu sou daqueles que pronuncia *Rònaldo, sem reduzir o primeiro ó a u.
    – Jacinto
    Sep 1 at 7:23

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