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Bom dia a todos.

Imaginemos que um rapaz chamado Henrique Ferreira da Silva está no início de sua carreira acadêmica e deseja saber como escrever seu nome em jornais internacionais. Se ele publica um artigo sozinho e escreve como autor seu nome completo, os indexadores automáticos de referências vão naturalmente considerá-lo em uma das seguintes formas:

Ferreira da Silva, Henrique

da Silva, Henrique Ferreira

Silva, Henrique Ferreira da

  • O que é mais recomendado de se fazer no caso do nosso amigo imaginário? Escolher um sobrenome e assinar como se não houvessem outros?
  • Qual o sobrenome você escolheria?

As normas da ABNT não devem determinar esta escolha, mas podem influenciar já que o nosso amigo poderia se interessar em publicar em revistas brasileiras também...

Agora, compliquemos a situação e suponhamos que o pai do nosso amigo tenha o mesmo nome que ele. No Brasil é comum nestes casos acrescentar "Filho" ou "Júnior" no fim do nome. Suponhamos então que nosso amigo se chama Henrique Ferreira da Silva Júnior. O que fazer? Esquecer o "Júnior" e assinar sem? Assinar como "da Silva Júnior" (ou mesmo "da Silva Jr.") mesmo sabendo que algum estrangeiro mal informado pode citar o seu artigo como "Júnior, H."?

Eu mesmo estou nesta situação. Tenho "Júnior" no fim do meu nome e escolhi adotar o formato "último sobrenome + Júnior", mas não sei se foi uma boa escolha. Eu não tenho "da" no meu último sobrenome, então meu caso não é tão ruim quanto o do nosso amigo hipotético. Estou pensando em começar a assinar meus artigos com Jr. no fim, talvez desta forma os desavisados sejam forçados acrescentar meu último sobrenome antes de "Jr.".

A propósito do meu caso, podemos pensar que me chamo Tadeu Correia Melo Júnior. Escolhi assinar como "Tadeu Melo Júnior" ou "T. Melo Júnior" e estive pensando em assinar "T. Melo Jr." nos próximos artigos. Qual a opinião de vocês?

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  • Tenho ciência de que esta pergunta seja possivelmente inadequada ao fórum. Não hesitem em mover a questão ou sugerir outro fórum mais adequado dentro da rede StackExchange. – Filburt Feb 1 at 16:22
  • Filburt, não há um editor em tua instituição de ensino? Nos artigos científicos que vi, é sempre nome completo normal, como em “João Alberto Ferreira Júnior”. Apenas vi mudarem a ordem em frases como “a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena” — Madruga, Seu. Nesse último exemplo, “seu” seria o nome e “Madruga” seria o sobrenome. Este documento também diz apenas para colocar o nome do autor: ava.grupouninter.com.br/tead/pos/trabalhodeconclusaodecurso/…. – Schilive Feb 1 at 19:43
  • Sobre revistas nacionais ou internacional, sempre ouvi que cada revista tem seu próprio modo. Então, talvez o jornal Batatas Lunares escreva “Fernando Henrique” e o jornal Queijo Eterno escreva “Henrique, Fernando”. Não sou da área e tudo o que disse é o que ouvi de que é dela ou o que eu vi. – Schilive Feb 1 at 19:47
  • bem-vindo ao site. Parece-me ser uma pergunta sobre formatação, o que creio que seja correto aqui. O ponto de formatação é que varia bastante inclusive de artigo para artigo da mesma área. Claro, a grande maioria é igual, mas há bastante variação de ESTILO. – Schilive Feb 1 at 19:50
  • Obrigado pelos comentários @Schilive. Fico feliz que o tema pareça estar dentro da proposta do site, mas a questão que eu gostaria de levantar não é sobre formatação e sim sobre a escolha que eu tenho de como quero escrever meu nome num artigo que escrevi. Isso eu quem decido e gostaria saber de vocês sobre as possibilidades e quais os pontos positivos e negativos de cada uma. No caso do nome Henrique Ferreira da Silva Júnior as possibilidades seriam: (1) eliminar "da Silva Júnior" e assinar como "Henrique Ferreira"; (2) eliminar "Henrique"; (3) eliminar "Henrique" e "Júnior; (4) outra? – Filburt Feb 2 at 11:24
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Essa é uma pergunta que se encaixa melhor no Academia SE, sob a tag "personal-name", mas talvez seja válido ter essa informação em português.

Alguns pontos gerais básicos:

  • se registre no ORCID, e use seu número em todas as publicações onde isso for possível, pois assim a identificação correta fica mais garantida;
  • quando escolher um nome base (sem abreviação do primeiro e último nomes), é consenso que ele deve ser mantido ao longo de toda a carreira;
  • mesmo registrado no ORCID é vantajoso ter um nome menos comum, por conta das buscas por nome;
  • embora não seja indispensável, é uma boa ideia omitir o acento em "Júnior" - os problemas em formulários estrangeiros são bem menos comuns que há alguns anos, mas ainda acontecem;
  • o sistema de publicações internacional em geral é centrado no inglês, em que se esperam nomes no formato [1o nome / prenome] [iniciais do meio] [sobrenome]: satisfazer essa expectativa evita confusões em publicações, congressos, etc.

Fora essas recomendações, há bastante liberdade de escolha, uma vez que não se pedem comprovações e, de qualquer forma, pseudônimos em geral não são um problema.

No caso de um nome como "Tadeu Correia Melo Júnior" eu sugeriria, caso se queira manter o "Júnior", adotar "Correia-Melo-Jr", "Melo-Junior", ou "Melo-Jr".

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