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No Brasil e em Portugal, a maioria das pessoas tem dois modos de falar < r > em português. O primeiro é como em “caro”, que é o “tap” (/ɾ/); o segundo, como em “carro”, que é /h/. No inglês estadunidense, há tanto o “tap” (/ɾ/), como em “water”, quanto /h/, como em “hi”. O /ɾ/ em inglês “substitui” o < d > ou < t > quando um desses está entre vogais, como em “getting”.

Porém, nunca vi um nativo de português ter problema em falar o R vibrado (/r/), como em espanhol “perro”; ou mesmo em distingüir “pero” (/ɾ/) de “perro” (/r/) falando ou ouvindo, apenas precisando dum pouco de treino. Também, às vezes, vê-se alguém usando /r/ em “burro”, por exemplo. Mas não é tão comum ver um americano conseguindo falar /r/ em “perro” facilmente ou até mesmo /ɾ/ em “caro”, ao menos que já tenha treinado.

O inglês lá não distingüe /d/ e /t/ de /ɾ/, o que influencia, mas, mesmo assim, acho curioso ver tanta dificuldade em falar o /ɾ/ em “cara”, sendo que têm o /ɾ/.

Então, pergunto: por que isso acontece?

Observação: letras entre barras (ex.: “/a/”) representam um som. Pelo que sei, não é necessário usar o Alfabeto Fonético Internacional (AFI) para isso, até porque muitos não o fazem, mas optei por usá-lo. Então, é fácil de alguém pesquisar pelo som.

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  • Comments are not for extended discussion; this conversation has been moved to chat. – Jorge B. Nov 12 '20 at 9:34

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