2

Existe alguma diferença entre "O João / A Maria disse que..." e "C.S.Lewis / Jesus / (algum escritor) disse que..."?

Se por exemplo eu pegar a segunda frase e adicionar o artigo (creio que seja o nome correto) na frente do sujeito, assim como na primeira frase, soaria estranho.

Exemplo: "O Jesus / O Ziraldo disse que..."

Creio que isso possa estar relacionado ao fato de se estar citando a fala de alguém famoso, algum escritor, etc, mas não tenho certeza.

  • Ziraldo disse... = Algum Ziraldo disse (qual Ziraldo?); O Ziraldo disse... = Um Ziraldo específico (deduzo que o locutor e o ouvindo sabem quem é esse Ziraldo). – Valdeir Psr May 4 at 6:59
  • Grégor, já há uma pergunta sobre isto e ainda esta outra; estão é em inglês. – Jacinto May 4 at 19:24
  • @Jacinto obrigado! Realmente não havia passado pela minha cabeça que poderiam existir perguntas em inglês também. – Grégor May 4 at 19:49
  • Nem eu me lembrava que estavam em inglês. Sabia que existiam perguntas sobre o tópico, mas tive dificuldade em encontrá-las porque estava a procurar palavras-chave em português. – Jacinto May 4 at 20:05
0

A língua portuguesa, em ambas as variedades, português europeu e português brasileiro (PTBR), admite o uso facultativo de artigo diante de nomes de pessoas ou antropónimos. No Sudeste do Brasil, em geral, bem como em Portugal, usa-se; já no Nordeste do Brasil, não é comum.

Um morador dos estados do Sul e Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) dirá:

  • Mãe!! A Mariazinha pegou meu brinquedo!

Já um morador do norte / nordeste do Brasil dirá:

  • Mãe!! Mariazinha pegou meu brinquedo!
| improve this answer | |
  • tens alguma referência? Eu nunca pensei que poderia existir variedade regional disso. – Schilive 17 hours ago
0

É a minha primeira (segunda) resposta, então, provavelmente cometi um erro. Não usei fontes, pois tentei usar de minha cabeça nativa, ou seja, é mais um experimento do que uma resposta 100% concreta.

  1. "Eu sei que fulano gosta de queijo";

  2. "eu sei que o fulano gosta de queijo";

  3. "eu sei que um fulano gosta de queijo".

Não vejo diferença entre 1 e 2 porque "fulano" é o mesmo que "alguém", então, já é indefinido, por mais de se usar muito "fulano" como um nome para alguém para poder se usar "fulano" de novo, referindo-se à mesma pessoa Em 3, "um fulano" parece não ter a função de nome-para-se-usar-depois-referindo-se-a-mesma-pessoa.

  1. "O escritor lê muito";
  2. "um escritor lê muito";
  3. "escritor lê muito".

Em 1, se refere a um escritor específico, provavelmente já conhecido, ou à profissão ou função de escritor. Em 2, se refere a qualquer escritor, a um escritor específico — que provavelmente não se sabe quem é — ou no mesmo sentido de "qualquer escritor lê muito". Em 3, há uma generalização; ex.: "comida de cachorro é bom para cachorro".

Alguns substantivos próprios requerem artigo, outros, não; ex.: "vou para Roma", "vou para São Paulo", "creio em Jesus", "gosto dos Estados Unidos" e "A Coreia do Sul é legal".

Em relação a "Pedro":

  1. "o Pedro é leal";
  2. "Pedro está aqui";
  3. "um Pedro veio aqui".

A diferença entre 1 e 2 é bem pequena, "o Pedro" é mais definido e "Pedro" pode se referir a mais de um Pedro, mas geralmente isso não acontece. Em "— Carlinhos veio ontem. — Qual Carlinhos? — O Carlinhos!", "o Carlinhos" é mais definido, mas se alguém falasse "Schilive foi fazer compras", entenderiam que eu estou fazendo compras — um dois dos motivos é de não existir 3 683 888 Schilives, como Carlinhos. Em 3, está sendo falando de alguém que é Pedro, ou seja, tem o nome "Pedro"; ex.: "acho que não tem um Pedro no escritório".

Peço a quem ver um erro que comentes, por favor.

| improve this answer | |

Your Answer

By clicking “Post Your Answer”, you agree to our terms of service, privacy policy and cookie policy

Not the answer you're looking for? Browse other questions tagged or ask your own question.