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O você em Portugal é usado como sujeito oculto pelo que tenho visto em Lisboa, Coimbra e Porto, além dos médias. Fala-se assim: "Agora que leu o termo de contrato, (você) deve assinar na linha pontilhada. Isto implica que (você) concorda com os termos no presente documento".

Outra variação é o pronome do discurso indireto "si" no lugar de você:"Esta prenda é para si", "trazemos o melhor da notícia para si". No Brasil, usa-se o "si" precedido de um verbo no imperativo: "guarde para si", "faça isto para si".

O caso do uso do você no Brasil já está impregnado a nível vicioso? o voceísmo, que é a afirmação do verbo como ato praticado pela segunda pessoa, numa construção bizarra: "você me conhece", "Agora você tem a mitigação e a quarentena vertical e você tem a horizontal, você opta pela horizontal" (você ou as pessoas tomadoras de decisão)?

"Na segurança pública, você (eu ou o agente da lei?) deve optar por soluções pacíficas, que protejam a vida humana. Você (eu?) só deve usar a força quando você (eu?) vir que estão esgotadas as possibilidades de controle não-violentas".

— Bem, aaah..., você tem que dar mais educação aaah... para o povo, aaah..., não basta você apenas aaah... você reforçar o aparelhamento de segurança pública, aaah..., porque senão você cai num aaah..., círculo vicioso aaah..., e aí, aaah..., você permanece com os problemas, você continua com eles aaah..., só que aaah... mais agravados. Você sabe, né, aaah... educação é a base de tudo...

Este uso disseminado do você, como o "a gente" em lugar da primeira pessoa do plural todas as vezes, não seria um vício de linguagem ao nível do gerundismo?

Fontes:

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    Em Portugal tu fazes isso com o tu. Agora, não sei é se vais conseguir dar uma resposta minimamente objetiva a esta pergunta. – Jacinto Apr 29 at 9:40
  • É como diz o Jacinto: em Portugal é o sujeito que é oculto; não o você especificamente. – ANeves thinks SE is evil Apr 29 at 13:10
  • dicionario.priberam.org/v%C3%ADcio vício?? Acho que esta é uma pergunta ridícula, pessoalmente. gerundismo e você, poco tem a ver. – Lambie May 1 at 17:59
  • Obrigado pelas respostas. Contudo, meu pensamento tem direção oposta ao relativismo linguistico. Eu creio que o uso exagerado do você em lugar do discurso indireto e na 3a pessoa está ao mesmo pé do gerundismo e do agentismo e empobrecem o idioma pois diminuem as conjugações verbais. Enfim, é o que acho. Obrigado e até mais ver. – Bruno Giordano May 6 at 7:17
  • Lambie, acho que quis dizer " pouco". Se aceita-se gerundismo, porquê o preconceito com o voceísmo? – Bruno Giordano May 6 at 7:20
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'O Português do Brasil usa o pronome pessoal você, quer para designar a 2.ª, quer a 3.ª pessoa do singular, correspondentes ao tu e ele/a do Português Europeu. É uma forma de tratamento muito comum no Brasil' na forma informal.

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  • 2
    Acho que não é exatamente isso. O pronome você é usado para designar sempre a 2ª pessoa do singular, porém para fins de conjugações utiliza-se a 3ª pessoa do singular. – Enzo Nakamura May 4 at 0:52
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Sugerir que o uso natural de um idioma, em determinada região ,possa ser um vício de linguagem é uma abordagem incorreta sob o ponto de vista linguístico, uma vez que parte-se do princípio de que determinada norma é a correta em detrimento de outra. O uso do "você" reflete pura e simplesmente a utilização natural do idioma no Brasil.

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  • 1
    Então, do ponto de vista linguístico, não é um vício de linguagem o uso da palavra "literally" com o sentido metafórico de "metafórico" (o seu oposto)? Custa-me a crer. "Alegações extraordinárias requerem evidências extraordinárias", podes fundamentar a tua resposta? – ANeves thinks SE is evil May 6 at 11:07

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