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Há muito que me intriga esta pergunta.

De onde surgiu a expressão "Pouca-Terra, Pouca-Terra" geralmente associada ao som dos comboios a vapor?

Do pouco que consegui encontrar dizem ser apenas uma simples onomatopeia, sem outro significado por trás ou de origem desconhecida.

Bem sei que a mente humana tenta encontrar familiaridade no desconhecido (caras em objectos, formas nas nuvens, linguagem em ruídos etc.), mas de todas as possibilidades porquê um aleatório "pouca-terra" para um ruído abstracto de sonoridade tão mecânica que facilmente encaixaria algo menos elaborado? Gostava de crer que existe uma história mais fundamentada por trás da associação.

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    Possível dica: Estaria a origem relacionada com o carvão mineral ("terra") que o comboio usa para combustão? – Duarte Farrajota Ramos Oct 27 at 20:04
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    Para mim sempre foi o «pouca terra, pouca terra, u-uuu!». :) Pode ser que alguém encontre mais referências históricas a isso; há por aqui uns detetives exímios... – ANeves wants peace for Monica Oct 28 at 14:37
  • Encontrei uns tantos pouca terra a partir de 1899, mas nenhum alude a uma história por trás. Mas alguns dizem que é onomatopeia ou melopeia. Uns dizem que é uma onomatopeia muito realista. Eu concordo. E nem é comboios a vapor, que não conheço bem. Dito repetidamente no ritmo certo, lembra-me o barulho das rodas a passar nas juntas dos carris. Muitas outras palavras serviriam. Para mim funcionam palavras curtas com sons plosivos (t, k, p; e d, b e g "fortes"): "bota cá, bota cá", "peca puta, peca puta", "toca a andar, toca a andar". Por exemplo, sola velha, sola velha já não funciona. – Jacinto Nov 6 at 8:16
  • Interessante, não tinha pensado na hipótese de melopeia (já aprendi uma palavra nova hoje). O som das rodas nos carris é outra hipótese credível, mas nós facilmente encaixamos quaisquer palavras em cadências (música), daí que me tenha intrigado o específico "pouca-terra". Obrigado pela investigação – Duarte Farrajota Ramos Nov 6 at 12:18
  • Ele diz apenas "o comboio partiu… murmurando a velha e monotona melopeia tão conhecida... Pouca terrapouca terrapouca terra ..." (Algarve, 1912). Mas de facto, sugere que o ritmo é importante. No caso dele poderá ser da locomotiva. Eu é que, pouco familiarizado com locomotivas a vapor, entoo o pouca terra, pouca terra ao ritmo das rodas a passar nas juntas (tal como ouvido dentro da carruagem). – Jacinto Nov 7 at 8:15

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