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Em uma conversa rotineira, deparei-me com a frase:

— Muito, muito meu amor você

Mas achei estranho a colocação das palavras. O que está estranho e por quê?

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    Me parece uma frase com o verbo omitido e ordem diferente da usual: "Você é meu amor." -> "Meu amor você é." -> Meu amor, você." – stafusa Oct 11 '19 at 22:43
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    Eu imaginei a frase no seguinte contexto: "Você me ama?" — perguntou ela. "— Muito, muito, meu amor. Você…" — Respondeu-a. – Valdeir Psr Oct 11 '19 at 23:30
  • Você do contexto exato dessa frase, David? – stafusa Oct 12 '19 at 11:33
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    Fora de contexto, parece uma frase dita por falante não-nativo. – Centaurus Oct 13 '19 at 21:26
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Usando exatamente essa pontuação e sem contexto arrodeando, o estranhamento vem por conta de, literalmente, faltar informação. É muito o que? Seu amor pela pessoa? A resposta à pergunta anterior? Muito é um advérbio de intensidade, então precisa ser acompanhado necessariamente de um verbo condutor!!!

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Tá muito esquisito. No entanto, não tenho conhecimento suficiente da literatura pra afirmar com certeza que não há esse estilo. Dentro da minha ilimitada ignorância não é um estilo conhecido da língua portuguesa Talvez, num diálogo, se fosse a resposta de um interlocutor: --- Muito muito, meu amor, você.

Nota. Nesse sentido o estilo foi usar o advérbio "muito" como advérbio de intensidade do próprio: "muito"

Ao invés de "muito mesmo" ou "muitíssimo"

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Semántica e sintácticamente essa frase não existe. Provavelmente a pessoa "comeu" alguma palavra na hora de digitar.

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Eu vejo a frase assim:

És muito, és muito o meu amor, tu.

É uma repetição de "és o MEU amor" sem pronomes, nem artigos, e em especial sem o verbo.

Acho que a pergunta é boa, francamente não tenho as regras gramaticais da sintax decoradas para analisar a frase em detalhe com a terminologia própria.

Mas acho que a frase é válida, no sentido literário. Recorda-me os romances do final do séc XIX mas já com uma construção de frase mais moderna que tenta retratar personagens populares sem florear o discurso.

Para quem tiver dúvidas, se lerem a Crónica do Condestável muitas vezes vemos frases assim, sem formalismos, de expressão directa, puro uso da língua Portuguesa sem olhar a detalhes. O que tem um certo encanto, reconheço.

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