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  1. Entendo que o verbo "desconfiar" pode ser usado com oração subordinada substantiva objetiva direta - como em "Desconfio que Maria tenha comparecido ao evento", em que o locutor, não tendo certeza do comparecimento ou não, enfatiza a possibilidade de Maria ter sim comparecido ao evento.

  2. O verbo "desconfiar" também pode ser usado com objeto indireto - como em "Desconfio de José", em que o locutor, não tendo certeza se José merece confiança, enfatiza a possibilidade de José não merecer confiança.

Gostaria de saber se é aceito e qual o significado do uso de "desconfiar" com oração subordinada substantiva objetiva indireta - como em "Desconfio de que Maria tenha comparecido ao evento".

À primeira vista, parece-se com o uso em (1) e significaria que o locutor, não tendo certeza do comparecimento ou não, enfatiza a possibilidade de Maria ter sim comparecido ao evento.
No entanto, em análise mais detalhada, nota-se que se usa nesta frase sintaxe semelhante à de (2), sendo que o objeto indireto foi substituído por oração subordinada. Nesse caso, significaria que o locutor enfatiza a possibilidade da afirmação "Maria compareceu ao evento" não merecer confiança, ou seja, enfatizaria a possibilidade de Maria não ter comparecido ao evento.

  • @ANeves, obrigado pelas melhorias. – toliveira Apr 10 at 18:18
  • toliveira, tentei melhorar a clareza da pergunta - espero que as edições te agradem. – ANeves Apr 10 at 18:18
  • ah, agradaram :) – ANeves Apr 10 at 18:18
  • Notei que usaste "sentença", que em Portugal não é sinónimo de frase e significa apenas «decisões de juizes». Se quiseres respostas apenas sobre português do Brasil, podes usar a tag "português-brasileiro". – ANeves Apr 10 at 18:21
  • @ANeves, substituí "sentença" por "frase", pois me interesso também pelo português de Portugal. Agradeço o aviso. – toliveira Apr 10 at 18:27
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Tem o significado de conjecturar, (ou seja, 1) quer com, quer sem a preposição "de".

De acordo com o Aulete:

  1. Conjeturar desfavoravelmente; suspeitar de algo (fato, acontecimento, ação etc.) tido como improvável [tdr. : Desconfio de que não saiba a verdade.] [td. : Desconfio que não saiba a verdade.]

E também no dicionário da Infopédia, entre outros.

Em relação à definição do Aulete eu acrescentaria que a conjectura não necessariamente deve ser desfavorável. Uma frase com "Eu desconfio de que ela gosta de você." é perfeitamente válida.

  • Agradeço a resposta, mas nāo parece consistente. Na primeira frase, afirma que tem o significado de (1). O trecho retirado do Aulete dá a entender que tem o significado de (2). Por fim, acrescenta que pode ser (1) novamente. Posso concluir que considera tanto (1) quanto (2) como significados possíveis? – toliveira Apr 26 at 0:51
  • Oi @toliveira Não, vejo o significado (1) como sendo melhor aplicável, até porque o exemplo do Aulete é claro em apontar que a ausência do "de" não alteraria o significado da frase. Entendo que o significado (2) é sinônimo de "não confiar" - o exemplo na questão original, "Desconfio de José", seria equivalente a "Não confio no José" (embora, claro, um contexto poderia dar o significado (1) : "Desconfio de [que seja o] José"). – stafusa Apr 26 at 1:33

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