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A frase é:

A criação e a aplicação do GPS, bem como a sua integração com os smartphones, nos possibilitou considerável avanço no quesito localização, fazendo o uso deste indispensável no dia-a-dia.

Estou estudando o uso de vírgulas e tenho algumas dúvidas nesta frase, são elas:

  • As duas primeiras vírgulas estão lá pois estou listando algo relacionado ao GPS. Está correto desta forma ?
  • A terceira vírgula coloquei pensando ser uma oração independente, mas não consigo ver o sentido desta oração sem o contexto previamente listado. Então a terceira vírgula seria plausível onde ela se encontra ?
  • 1
    Eu estou convencido que as tuas vírgulas estão corretas, mas tu hás de querer a razão alicerçada nos critérios formais da nossa gramática, e eu, quando o meu conhecimento desses critérios é insuficiente, sigo um critério diferente: digo a frase mentalmente, e vejo onde é que há pausas que precisem de ser assinaladas por vírgula; a maior parte das vezes isto concorda com os critérios formais. E concordo contigo que a última oração não é independente. Mas alguém te saberá explicar isto devidamente. Substituí foi duas vírgulas das tuas perguntas por pontos finais. – Jacinto Feb 6 at 17:51
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As vírgulas estão bem colocadas, porém há duas ocorrências que podem ser melhoradas.

A primeira é referente à concordância verbal.

A criação e a aplicação do GPS, bem como a sua integração com os smartphones, nos possibilitaram considerável avanço no quesito localização (...)

E por fim, substituiria o gerúndio por outra forma.

(...), o que faz o uso deste indispensável no dia-a-dia.

  • Oi Paulo. Não penso que seja correto afirmar que há gerundismo na frase original. O que faz você acreditar que foi excessivo? – stafusa Feb 6 at 20:12
  • @stafusa Apesar de aceitável, considero gerundismo porque a sentença não demonstra uma ação continua no tempo presente, mas sim uma ação atemporal. Por não depender do tempo, a forma infinitiva do verbo é a melhor indicada. – Paulo Dos Santos Feb 6 at 23:55
  • Mas "faz" é presente, não é atemporal - para manter o sentido original da frase talvez o passado pudesse ser usado: ", o que fez...". Talvez seja justamente o gerúndio que, na verdade, pode ser chamado de "atemporal" nessa frase, não? – stafusa Feb 7 at 0:12
  • 1
    Paulo e @stafusa, o gerúndio não tem de indicar ação durativa: "disse piscando o olho, enquanto elas entravam no carro: —Aquelas duas viram passarinho verde" (Machado de Assis); "E concluía piscando o olho ao commendador e fazendo um gesto intelligente para Felicia" (Camilo Castelo Branco); "O homem trabalhador — dizia ele, piscando o olho — soma; o preguiçoso diminui" (Erico Veríssimo). Também não é nada óbvio para mim que tenha de ser possibilitaram em vez de possibilitou. E as vírgulas estão vem colocadas porque... – Jacinto Feb 7 at 7:16
  • 2
    Eu não substituiria fazendo por que fez/faz: não fica claro qual é o antecedente do que. Prefiro a sugestão do @stafusa: o que fez/faz. Mas mesmo isto não é equivalente ao original. Equivalente ao origina é "A criação e a aplicação do GPS, bem como a sua integração com os smartphones, nos possibilitou considerável avanço no quesito localização, e fez/faz o uso deste indispensável no dia-a-dia." – Jacinto Feb 7 at 17:31

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