Existe um correto e outro errado? Se ambos estão corretos, em quais contextos cada um deles devem ser usados?

  • Não é monitoriamento? – someonewithpc Jul 14 '15 at 22:26
  • Mais um efeito do fato de não haver uma entidade comum para Brasil e Portugal (como ocorre no idioma espanhol) que definisse as novas palavras que fossem surgindo e a sua grafia. Assim Portugal fica com os seus telemóvel, autocarro, comboio, ecrã etc enquanto o Brasil vai por outros caminhos bem diferentes como celular, ônibus, trem, monitor, etc. – Muzho Aug 4 '15 at 23:31
  • 3
    Em Portugal não se usa nenhuma das duas, usa-se sim monitorização do verbo monitorizar. – Jorge B. Aug 5 '15 at 9:55
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Tanto a palavra "monitoração" quanto "monitoramento" estão relacionadas ao ato de monitorar e podem ser utilizadas a livre escolha, estando elas corretas no ponto de vista morfológico, sendo apenas nominações possíveis do verbo monitorar.

Em uma breve pesquisa no Google, descobri que a forma monitorar e os seus derivados são mais frequentes no português do Brasil e que a forma monitorizar e os seus derivados são mais frequentes no português de Portugal. As pesquisas revelam ainda que o substantivo mais usado no Brasil é monitoramento e que o substantivo equivalente mais usado em Portugal é monitorização.

Fonte: http://www.flip.pt/Duvidas-Linguisticas/Duvida-Linguistica.aspx?DID=783

Pra mim, monitoração é o ato de monitorar, e monitoramento é o efeito de monitorar. Na prática acabo usando mais monitoração mesmo. Este artigo aqui tem uma boa explicação:

Muitas pessoas pensam que os sufixos -ção e -mento, formadores de nomes a partir de verbos, tem o mesmo valor semântico, isto é, o mesmo significado.

...

No par de palavras coroação/ coroamento, a primeira é utilizada, na maior parte das vezes, com o sentido de “colocação de coroa” (Ex. A coroação do rei), enquanto a segunda ocorre quase que exclusivamente com o sentido de “desfecho” (Ex. A minha promoção na empresa foi o coroamento).

Portanto, -ção e -mento podem ter seus sentidos aproximados, mas devemos olhar para o contexto de ocorrência e para a intenção de quem utiliza, para entender o funcionamento.

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