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Há uma certa tendência para palavras paroxítonas com o tónico fechado (ô) no singular o terem aberto (ó) no plural. Exemplos com um acento gráfico inexistente na nossa ortografia só para indicar o timbre:

ôlho, ólhos
miôlo, miólos
ôvo, óvos
ôsso, óssos
pôço, póços
trôco, trócos
pôrco, pórcos
nôvo, nóvos
jôgo, jógos

E podia continuar aqui a acrescentar exemplos pela noite fora. Isto não é regra universal. Há muitos casos em que o o é fechado no singular e no plural: lôbos, bôlos, môços, etc. Mas a alternância entre ô e ó é bastante frequente. Onde há um padrão eu espero uma explicação. Mas qual será?

Há uma alternância parecida entre masculino e feminino: ôvo, óva; pôço, póça; pôrto, pórta; nôvo, nóva, etc. Aqui, li algures que é influência da vogal final: dá mais jeito à boca pronunciar ó se a seguir tiver de pronunciar um a; e mais jeito um ô se a seguir vem o som [u] (que é como pronunciamos aqueles oo finais).

Mas esta explicação não serve no caso da alternância entre o singular e plural, porque a vogal final é [u] em ambos os casos. Então, qual é a explicação para a esta alternância?

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    Acho a questão interessante, mas seria importante esclarecer por que os resultados de uma busca por metafonia plural são insatisfatórios. Por exemplo, esta e também esta outra pergunta do Ciberdúvidas, ou esta dissertação. – stafusa Jan 23 '19 at 0:13
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    Há também as fontes mencionadas neste artigo e também neste. – stafusa Jan 23 '19 at 0:14
  • @stafusa, eu nem sei se essa busca é insatisfatória, quanto mais... Eu faço essas buscas e leio essas coisas todas mas é para preparar respostas. – Jacinto Jan 23 '19 at 8:59
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    @ANeves, creio, tal como disse lá, que essa tendência do "ô" do singular passar a "ó" no plural contribuiu para o plural de avô ser avós (antigamente teria sido avôlo, avólos). Aqui a minha pergunta é porque é que há essa tendência. Vi alguns dos links do stafusa, e vêm lá ideias interessantes. – Jacinto Jan 23 '19 at 18:09
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    Muitas das palavras que indicas com alternância ô/ó têm ditongos nas línguas irmãs (ue em asturiano/castelhano/aragonês, uo em mirandês), cousa que indica haverem tido em latim um O curto. Seria esta evolução desde o latim o que favorecesse a alternância frente a outros O doutra origem que mantêm a qualidade? – user0721090601 Jan 25 '19 at 6:13

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