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Hoje os ditongos nasais que aparecem no final de muitas palavras são escritos assim: ão, ões, etc.

Mas no passado, como é evidente na primeira edição d'Os Lusíadas, o til aparecia não sobre a primeira vogal no ditongo, mas na segunda. Desta forma, o nome do autor foi impresso como Luis Camoẽs, o que hoje seria Luís Camões.

É possível, sem dúvida, essa mudança porque ambas vogais são nasais.1 Mas a minha pergunta é simples, quando mudou o til e há alguma motivo para aquela mudança?


1. Assim, talvez seria inclusive melhor escrito o ditongo com o til sobre ambas letras como Camo︢e︣s, mas por alguma razão —ou raza︢o︣ haha— isso nunca desenvolveu, embora nos manuscritos medievais era frequente encontrar tis sobre várias letras)

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    Na capa da 1ª edição aparece realmente "Camoẽs"; possivelmente é gralha; porque pelo menos nas primeiras páginas da obra o til aparece na primeira letra do ditongo, incluindo em "Camões" noutros sítios (aparece mais uma vez "Camoẽs" no texto da licença, juntamente com vários "Camões). Contudo no sXVIII é comum encontrar-se o til da segunda letra; na segunda metade do sXIX já não. Para já não te sei dizer nada de mais concreto. – Jacinto Oct 18 '18 at 8:04

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