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Por que milissegundo, microssegundo, nanossegundo e provavelmente outras palavras para representar outras resoluções de tempo em frações de segundo são grafadas com duplo-S (ss)?

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    Para manter o som /s/, pois um único s entre vogais lê-se /z/. – Rui Fonseca Nov 2 '18 at 1:11
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De acordo com o Acordo Ortográfico de 1990, consignado por múltiplas repúblicas falantes de português (inclusos Brasil e Portugal), em sua segunda cláusula da base XVI [página 19], item a, não se emprega hífen:

Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s, devendo estas consoantes duplicar-se, prática aliás já generalizada em palavras deste tipo pertencentes aos domínios científico e técnico. Assim: antirreligioso, antissemita, contrarregra, contrassenha, cosseno, extrarregular, infrassom, minissaia, tal como hiorritmo, hiossatélite. eletrossiderurgia, microssistema, microrradiografia.

Portanto, por convenção, quando uma palavra composta possuir ‘s/r’ ou vogal no fim de um componente e ‘s/r’ no início do subsequente, ou seja duplo ‘s’ ou ‘r’ ou “vogal + r/s” na conexão dos morfemas, deve-se ligá-los sem hífen, formando “xxxxssyyy” em vez “xxxxs-syyy”.

Ainda assim, qualquer falante minimamente fluente na língua entenderá se for empregado o uso antigo, com hífen; e configurar-se-ia um erro de norma culta negligenciável se não em documentos altamente formais.

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