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Qual é a origem da Palavra "Deus"? De onde veio essa palavra e o que significa realmente?

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Segundo o site Dicionário Etimológico, a origem da palavra Deus vem do Latim e o Português foi a única língua que manteve o termo original.

Origem da palavra deus

Do latim deus, daus, que significa “ser supremo” ou “entidade superior”.

A língua portuguesa foi a única que manteve o termo original em latim desta palavra.

Originalmente, a palavra latina que deu origem [a] “deus”, surgiu a partir do termo Proto-Indo-Europeu diw ou deiwos, que significa “brilhante” ou “celeste”.

A partir desta mesma raiz etimológica, surgiu o nome grego Zeus, considerado o “deus dos deuses”, de acordo com a mitologia grega.

Em algumas religiões monoteístas, como o catolicismo, por exemplo, Deus é considerado um nome próprio, pois, de acordo com esta doutrina, só existe um único deus no universo.

Já nas religiões politeístas - existência de vários deuses - deus é escrito com letra minúscula, pois representa apenas uma condição de "entidade ou ser superior aos humanos".

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  • 1
    E o que é interessante é que deve ser dos poucos substantivos que não tem artigo definido, ou seja, nunca ninguém diz "o Deus". Poder-se-á argumentar que há apenas um, mas Papa há só um, e diz-se recorrentemente "o Papa". Nov 1, 2018 at 22:47
  • 1
    Possui sim artigo definido. O deus, a deusa, os deuses, as deusas. Diz-se "o deus cristão", "os deuses egípcios", "as deusas de Hyrule". Talvez você esteja se referindo à acepção monoteísta de que "Deus" seja um nome próprio, como comentou o Peixoto, mas sendo assim você poderia substituir por Jeová, João, Renata e constataria que não há nada de extraordinário na supressão do artigo. "Porque Renata sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Renata, sabendo o bem e o mal."
    – WicCaesar
    Jan 28 at 14:56
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Eu pesquisei e só para complementar :

Wikipédia

Pronúncia [do Latim] A chamada pronúncia reconstituída ou restaurada baseia-se em pesquisas recentes sobre os mais prováveis sons que os

romanos antigos atribuíam a cada letra e, embora não haja uniformidade de opiniões em alguns pontos, vem sendo adotada em escolas de todo o mundo.

Há dois outros tipos de pronúncia: a pronúncia tradicional lusófona, também a mais usada em fórmulas jurídicas, e a pronúncia adotada pela Igreja Católica (latim eclesiástico). Quanto à ortografia, não há diferenças.

A seguir, as principais características da pronúncia restaurada (entre parênteses as pronúncia e a marcação do acento tônico): [11]

  • æ e œ, ditongos, são pronunciados ái e ói: nautae (náutai)
  • c soa sempre como k: Cicero (Kíkero), cetera (kétera)
  • ch soa também como k: pulcher (púlker)
  • g sempre como gue ou gui: angelus (ánguelus)
  • h é levemente aspirado, quase como o h do inglês
  • j soa sempre como i ; v sempre como u: vita (uíta), observando que as letras u e j só aparecem no alfabeto latino por volta do século XVI
  • m e n nunca são nasais: campus (ká-m-pus, e não kãpus)
  • r nunca como rr: Roma (róma, com o r pronunciado como em 'barato')
  • s sempre como ss: rosa (róssa)
  • u do grupo qu é sempre pronunciado: qui, quem (kuí, kuém)
  • x como ks: maximus (máksimus)
  • z como dz: Zeus (dzeus)
  • as letras restantes (a, b, d, e, f, i, l, o, p, t,) são pronunciadas como em português.
  • letras dobradas como ll, tt, mm, etc., devem ser pronunciadas separadamente, pois há diferentes significados envolvidos : coma e comma, por exemplo
  • y como ü. Igual ao u do francês, ou o ü do alemão. ("abyssus")

o modo de falar a palavra Zeus soa meio como dzeus ou dieus

e na Superinteressante...

culturas mais antigas do Ocidente chamavam Deus da mesma forma que as crianças chamam. O nome Dele era “Papai do Céu”. Essas culturas não deixaram registros escritos. Os linguistas só sabem que eles chamavam Deus de “Papai do Céu” porque comparam idiomas díspares, como o latim, da Europa mediterrânea, e o sânscrito, da Índia. Então pescam os sons que essas línguas têm em comum e tentam reproduzir como era o idioma ancestral que deu origem a elas lá atrás. Essa língua-mãe, concluíram os especialistas, era falada há mais ou menos 6 mil anos. Hoje a chamamos por um nome técnico: “proto-indo-europeu”. E nesse idioma, que daria origem a 439 línguas e dialetos modernos, o nome de Deus soava como Dyeus Phater – sendo que Dyeus é “céu”, e Phater, como a grafia deixa claro, é “pai”.

Na Índia, o nome segue parecido até hoje: “Papai do Céu” em védico-sânscrito, um dos idiomas locais, é Dyaus Pita. O Papai do Céu hindu sempre foi só uma divindade de segundo escalão naquelas bandas. Na Grécia, porém, ele acabou mais bem-sucedido: a expressão Dyeus Phater evoluiu até virar Zeus Pater. Em latim, o termo acabou contraído para Iuppiter (“Júpiter” na grafia de hoje). Um só Deus, que ao mesmo tempo é três.

Mas essa é só a origem da palavra mesmo. Júpiter está morto. Não resistiu ao fim da cultura greco-romana. No lugar dele assumiu uma divindade do Oriente Médio: Iahweh, o deus que tinha começado sua “carreira” como uma espécie de padroeiro de uma tribo de pastores, a dos israelitas, bem antes de as divindades da Grécia e de Roma terem nascido. Iahweh, no início, era apenas um entre muitos deuses da velha Canaã, mas, graças a um certo livro composto pelos israelitas, ganhou status de Deus único.

O Deus com “D” maiúsculo dos judeus, mais tarde, iria se tornar também a divindade máxima dos cristãos e, sob outra alcunha, mas com praticamente a mesma biografia, viraria o Deus dos muçulmanos.

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Como um complemento a resposta do @Peixoto.

Também pode-se encontrar outras raízes mais profundas da palavra no Proto-Indo-Europeu (PIE), como sugere o site Etimologia.com.br, na palavra *dyeu- ou *dyew-(ref. em inglês), essa tendo seu significado como "Pai do céu da luz do dia" ou "Deus do céu da luz do dia"

Cognatos de dyeu

Cognatos derivados da raiz *dyeu ("luz do dia, céu brilhante"), do epíteto *Dyēus ("Pai Céu"), do derivado vṛddhi *deiwós ("celestial", um "deus"), do derivado *diwyós ("divino"), ou a formação posterior *deynos (um "dia") estão entre os mais amplamente atestados nas línguas indo-européias. (Traduzido do site Wikitionary(ref. em inglês))

Arvore de cognatos e epítetos

Pode também se notar padrões similares em outras palavras de cunho parecido, como Jeová e Zeus, assim como nos nomes e personalidades das deidades gregas e romanas.

Recorte do latin e outros semelhantes da árvore de cognatos, segundo a reconstrução no Wikitionary. Não está em ordem alguma ou inteiramente completa

*d(e)i- (PIE) "brilhar, ser brilhante"
└─ *dyēus (PIE) "Pai céu" "O deus do céu da luz do dia"
├─ di-we ou diwei (Grego Micênico)
│ └─ ti-wo ou diwoi (silabário cipriota)
│ └─ zeus ou deús (Grego) "O deus do céu"
└─ *djous ou dious (Proto-Itálico)
└─ dioue ou loue (Latin Antigo)
├─ jove ou iove (Latin) "O deus do céu"
└─ jupiter ou iupiter (Latin) "Pai do céu"


*deywós (PIE) "Celestial, dos céus"
└─ *deiwos (Proto-Itálico) "Deus, uma deidade"
└─ deivos ou deiuos (Latin Antigo) "Deuses"
├─ deus (Latin) "Deus, uma deidade"
├─ dea (Latin) "Deusa"
└─ dia (Latin) "Deusa da luz do dia, deusa da fertilidade"

Outras referências:

Etimologia:

etymonline.com (inglês)

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    Jonhny. Confere por favor as tuas fontes. Creio que misturaste algumas. No 1º parágrafo tens "na palavra *dyeu-(ref. em inglês), essa tendo seu significado como ´Pai do céu da luz do dia ou 'Deus do céu da luz do dia'", mas seguindo o link o que se encontra é "que é brilhante; céu" e não "pai do céu..." ou "Deus no céu..."
    – Jacinto
    Mar 23 at 18:00

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