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Qual é a origem da Palavra "Deus"? Muitos dizem que só existe um Deus, outros dizem que há vários, mas de onde veio essa palavra e o que significa realmente?

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Segundo o site Dicionário Etimológico, a origem da palavra Deus vem do Latim e o Português foi a única língua que manteve o termo original.

Origem da palavra deus

Do latim deus, daus, que significa “ser supremo” ou “entidade superior”.

A língua portuguesa foi a única que manteve o termo original em latim desta palavra.

Originalmente, a palavra latina que deu origem [a] “deus”, surgiu a partir do termo Proto-Indo-Europeu diw ou deiwos, que significa “brilhante” ou “celeste”.

A partir desta mesma raiz etimológica, surgiu o nome grego Zeus, considerado o “deus dos deuses”, de acordo com a mitologia grega.

Em algumas religiões monoteístas, como o catolicismo, por exemplo, Deus é considerado um nome próprio, pois, de acordo com esta doutrina, só existe um único deus no universo.

Já nas religiões politeístas - existência de vários deuses - deus é escrito com letra minúscula, pois representa apenas uma condição de "entidade ou ser superior aos humanos".

A segunda parte da pergunta, em que é questionado se existe 1 ou mais deuses, acredito que é off-topic.

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    na verdade a pergunta só pede explicação sobre a origem da palavra mais obrigado por responder. – Edu Mendonça Nov 16 '17 at 14:04
  • 1
    E o que é interessante é que deve ser dos poucos substantivos que não tem artigo definido, ou seja, nunca ninguém diz "o Deus". Poder-se-á argumentar que há apenas um, mas Papa há só um, e diz-se recorrentemente "o Papa". – João Pimentel Ferreira Nov 1 '18 at 22:47
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Eu pesquisei e só para complementar :

Wikipédia

Pronúncia [do Latim] A chamada pronúncia reconstituída ou restaurada baseia-se em pesquisas recentes sobre os mais prováveis sons que os

romanos antigos atribuíam a cada letra e, embora não haja uniformidade de opiniões em alguns pontos, vem sendo adotada em escolas de todo o mundo.

Há dois outros tipos de pronúncia: a pronúncia tradicional lusófona, também a mais usada em fórmulas jurídicas, e a pronúncia adotada pela Igreja Católica (latim eclesiástico). Quanto à ortografia, não há diferenças.

A seguir, as principais características da pronúncia restaurada (entre parênteses as pronúncia e a marcação do acento tônico): [11]

  • æ e œ, ditongos, são pronunciados ái e ói: nautae (náutai)
  • c soa sempre como k: Cicero (Kíkero), cetera (kétera)
  • ch soa também como k: pulcher (púlker)
  • g sempre como gue ou gui: angelus (ánguelus)
  • h é levemente aspirado, quase como o h do inglês
  • j soa sempre como i ; v sempre como u: vita (uíta), observando que as letras u e j só aparecem no alfabeto latino por volta do século XVI
  • m e n nunca são nasais: campus (ká-m-pus, e não kãpus)
  • r nunca como rr: Roma (róma, com o r pronunciado como em 'barato')
  • s sempre como ss: rosa (róssa)
  • u do grupo qu é sempre pronunciado: qui, quem (kuí, kuém)
  • x como ks: maximus (máksimus)
  • z como dz: Zeus (dzeus)
  • as letras restantes (a, b, d, e, f, i, l, o, p, t,) são pronunciadas como em português.
  • letras dobradas como ll, tt, mm, etc., devem ser pronunciadas separadamente, pois há diferentes significados envolvidos : coma e comma, por exemplo
  • y como ü. Igual ao u do francês, ou o ü do alemão. ("abyssus")

o modo de falar a palavra Zeus soa meio como dzeus ou dieus

e na Superinteressante...

culturas mais antigas do Ocidente chamavam Deus da mesma forma que as crianças chamam. O nome Dele era “Papai do Céu”. Essas culturas não deixaram registros escritos. Os linguistas só sabem que eles chamavam Deus de “Papai do Céu” porque comparam idiomas díspares, como o latim, da Europa mediterrânea, e o sânscrito, da Índia. Então pescam os sons que essas línguas têm em comum e tentam reproduzir como era o idioma ancestral que deu origem a elas lá atrás. Essa língua-mãe, concluíram os especialistas, era falada há mais ou menos 6 mil anos. Hoje a chamamos por um nome técnico: “proto-indo-europeu”. E nesse idioma, que daria origem a 439 línguas e dialetos modernos, o nome de Deus soava como Dyeus Phater – sendo que Dyeus é “céu”, e Phater, como a grafia deixa claro, é “pai”.

Na Índia, o nome segue parecido até hoje: “Papai do Céu” em védico-sânscrito, um dos idiomas locais, é Dyaus Pita. O Papai do Céu hindu sempre foi só uma divindade de segundo escalão naquelas bandas. Na Grécia, porém, ele acabou mais bem-sucedido: a expressão Dyeus Phater evoluiu até virar Zeus Pater. Em latim, o termo acabou contraído para Iuppiter (“Júpiter” na grafia de hoje). Um só Deus, que ao mesmo tempo é três.

Mas essa é só a origem da palavra mesmo. Júpiter está morto. Não resistiu ao fim da cultura greco-romana. No lugar dele assumiu uma divindade do Oriente Médio: Iahweh, o deus que tinha começado sua “carreira” como uma espécie de padroeiro de uma tribo de pastores, a dos israelitas, bem antes de as divindades da Grécia e de Roma terem nascido. Iahweh, no início, era apenas um entre muitos deuses da velha Canaã, mas, graças a um certo livro composto pelos israelitas, ganhou status de Deus único.

O Deus com “D” maiúsculo dos judeus, mais tarde, iria se tornar também a divindade máxima dos cristãos e, sob outra alcunha, mas com praticamente a mesma biografia, viraria o Deus dos muçulmanos.

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