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Eu estava lendo e encontrei a palavra "trisavô" e acertei o sentido de "pai do bisavô". Então buscei as palavras para os outros "avôs" e achei que tem mais que um jeito de falar.

O que significa "tataravô", é "pai do bisavô" ou "avô do bisavô"? Também, qual se usa mais, os numeros ordinais (quinto avô, sexto avô), os prefixos (pentavô, hexavô), o as "tataras" (tataravô, tatara-tataravô, tatara-tatara-tataravô)?

Esta órdem é correta?

  1. avô
  2. bisavô
  3. trisavô (tataravô?)
  4. tetravô (quarto avô?) (tatara-tataravô?)
  5. quintavô (quinto avô?) (tatara-tatara-tataravô?)
  6. hexavô (sexto avô?) (tatara-tatara-tatara-tataravô?)
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Sim, essa ordem é a correta.

Mas tataravô é o mesmo que tetravô.

A partir do tetravô/tataravô não existem palavras dicionarizadas. Mas isto não te impede de as inventar. Se as as outras pessoas entenderem...

O que te impede de as inventar, é que já alguém as inventou! Se fores ao Google Books encontras pentavô em 66 publicações, começando com esta de 1937, pela pena do escritor brasileiro Agrippino Grieco (Wikipédia).

Pentavô usa o antepositivo penta de origem grega, tal como tetravô usa tetra, também de origem grega. Mas se preferires origem latina, tal como bi de bisavô, o antepositivo que vem no Houaiss (Lisboa, 2003) é quinque ou quinqui, como em quinquénio. Portanto não seria quintavô, mas talvez quinqueavô? Ou quincavô: quincálogo (Priberam) é um conjunto de cinco mandamentos da Igreja Católica. Também já quincavô foi inventado: encontras uma meia dúzia de ocorrências na net.

Se quiseres mais, este livro, mantendo-se fiel aos antepositivos de origem grega, sugere hexavô, heptavô e octavô.

Tatara-tataravô existe, mas é apenas um regionalismo brasileiro para indicar um ancestral bastante distante. A palavra não é dicionarizada, costuma não ser grafada com hífen, e pode apresentar variações infinitamente longas, como tataratataratataratataravô, a fim de representar as hipérboles tradicionalmente utilizadas na linguagem informal brasileira:

Então a inteligência por trás do DNA é uma obra do acaso ? Legal, vou despejar um caminhão de tijolos e demais agregados, pra ver se cria uma casa…
O DNA é tão complexo e inteligente, que sinceramente o seu tatarataratarataravô, Sr. Vácuo não poderia criar. (mesmo com bilhões de anos)
Fonte: Coluna de Salvador Nogueira na versão digital do jornal Folha de São Paulo

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    Mas tetra é grego; não devia ser pentavô? – Jacinto Feb 23 '17 at 14:35
  • Pumba! Cá está o @Jacinto, cada tiro cada melro! Não queres ajeitar a resposta? Torna-a Community Wiki. – ANeves Feb 23 '17 at 18:45
  • Eh, pá! é preciso isso. Para mim, isto dos quintavô ou pentavô, é uma brincadeira. Quem é que vai usar essas palavras? – Jacinto Feb 23 '17 at 21:16
  • Tive a pôr umas coisas. Não sei o que fazer com o tatara-tataravô, mas quando muito seria o tetravô do tetravô, não? O octavô, creio. A versão latina de hexavô seria, creio, sexavô. – Jacinto Feb 23 '17 at 22:20
  • Adicionei a explicação do tatara-tataravô, com o exemplo mais formal que consegui encontrar. – Ramon Melo Feb 23 '17 at 23:35
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Da minha vivência no Rio de Janeiro eu conheço os seguintes termos: pai/mãe, avô/avó, bisavô/bisavó, trisavô/trisavó, tataravô/tataravó. Já tetravô/tetravó, que parecem ser os termos corretos, eu só ouvi recentemente. O site "gramática e questões vernáculas" usa a seguinte terminologia.

Bisavô é o pai do avô (bi, de dois); trisavô, o pai do bisavô (tri, de três); tetravô, o pai do trisavô (tetra, de quatro). Para o tetravô existe a variante popular tataravô (e apenas para o tetravô). Assim, bisavó é a mãe da avó; trisavó, a mãe da bisavó; tetravó ou tataravó, a mãe da trisavó. Os netos também têm seus prefixos: bisneto, o filho do neto; trineto, o filho do bisneto; tetraneto ou tataraneto, o filho do trineto.

Na verdade, eu costumo voltar no tempo até bisavô/bisavó e, a partir daí digo "o avô do meu avô", etc. Nunca precisei voltar mais do que três gerações no tempo, mesmo porque não cheguei a conhecer meus trisavós. E, o que ouço com mais frequência é mesmo: o pai do meu bisavô, o avô do avô do meu tataravô, coisas desse tipo. Nunca ouvi ninguém usando uma palavra específica para mais do que quatro gerações, exceto em uma única ocasião quando um jornalista quis se referir a um descendente de George III da Inglaterra, mas não me recordo bem qual o termo utilizado para o seu descendente de sexta geração.

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