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É bastante comum, principalmente em obras audiovisuais estrangeiras, não utilizar os devidos artigos definidos antes de um nome:

Gordon is the detective in charge of this case

Ao traduzir essa frase, deve-se incluir o artigo o antes do nome próprio?

Talvez um exemplo um pouco mais elaborado pra demonstrar minha dúvida:

But Gordon already took him in custody, for god's sakes!

Em português ficaria meio estranho:

Mas Gordon já levou ele sob custódia, pelo amor de deus!

Ao passo que o com o artigo correto:

Mas o Gordon já levou ele sob custódia, pelo amor de deus!

A frase flui melhor e fica mais expressivo.

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  • 1
    Bruno, eu diria "já o levou".
    – Centaurus
    Dec 23 '16 at 19:53
  • Mas nesse caso o artigo estaria se referindo à quem foi levado e não à quem levou Dec 23 '16 at 19:57
  • 1
    Eu quis dizer que eu diria "já o levou" ao invés de "já levou ele"
    – Centaurus
    Dec 23 '16 at 19:59
  • 1
    @RamonMelo Eu sei que não é artigo. É claro que é um pronome pessoal oblíquo. Parece que ninguém entendeu o que eu quis dizer. Vou tentar novamente: O OP escreveu "Gordon já levou ele". Nessa frase eu não usaria o pronome pessoal do caso reto. Eu usaria o pronome oblíquo, "já o levou". Esse comentário nada tem a ver com artigo.
    – Centaurus
    Dec 28 '16 at 14:51
  • 1
    @Centaurus A mensagem foi direcionada ao OP. Como ele é notificado automaticamente, não usei a menção. Peço desculpas por causar o mal-entendido.
    – Ramon Melo
    Dec 28 '16 at 14:56
1

Em pt-BR é mais comum o artigo antes de nomes próprios - a Teresa, a Letícia, o Paulo, etc. E eu costumo dizer: "fomos até a casa da Teresa ontem". Em algumas regiões do Brasil, no entanto, o povo tem uma tendência a omitir o artigo e dizer "fomos à casa de ..."

"O Gordon" ou "o Stephen" soam algo estranho aos meus ouvidos talvez porque são nomes ingleses e que habitualmente não são precedidos por artigo naquela língua, mas devem sê-lo quando traduzimos o texto para o português.

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  • Acho problemática a generalização aqui. Há um artigo do Pasquale Cipro Neto que alega haver uma divisão bem igualitária, talvez até favorecendo a ausência do artigo: www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2810201003.htm
    – Ramon Melo
    Dec 27 '16 at 16:22
  • E a maioria dos órgãos públicos brasileiros também sugere a ausência do artigo: www12.senado.leg.br/manualdecomunicacao/redacao-e-estilo/estilo/…
    – Ramon Melo
    Dec 27 '16 at 16:24
  • @RamonMelo Procurei mas não encontrei, no artigo do Pasquale, a parte que diz a divisão ser bem igualitária. Note bem que só os estados de São Paulo e Rio de Janeiro tem uma população maior do que a dos nove estados do Nordeste. Por outro lado, eu não generalizei. Na minha região (sudeste) usa-se o artigo, mas citei que em outras regiões ele não é usado.
    – Centaurus
    Dec 27 '16 at 16:45
  • O segundo link é para a SECOM, com diretrizes de redação e estilo. Não se trata da língua falada. Não se trata do povo. Trata-se da forma jornalística como o Senado Federal quer padronizar a redação de seus funcionários.
    – Centaurus
    Dec 27 '16 at 16:51
  • São Paulo é um dos estados que não usam o artigo (exceto em caso de intimidade), segundo o Pasquale. Aqui no RJ, só é comum o artigo na capital. Mesmo na região metropolitana, é incomum o uso do artigo (e é assim que identificamos a origem do interlocutor). Sobre o link do Senado (para manter num único comentário), de fato, não se trata da língua falada, mas uma evidência de que a norma "culta" favorece a ausência do artigo. Também sou a favor do artigo, mas acredito que a tradução mais adequada - na ausência de maiores esclarecimentos por parte do OP - seria a versão sem artigo.
    – Ramon Melo
    Dec 28 '16 at 12:25

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