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Já vi a frase escrita de diversas formas: vamos por os pingos nos is, nos ii, nos iis, nos i's e também entre aspas, nos "is". Qual seria a forma correta? Com ou sem aspas?

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    Os pingos nos is? Para os meus lados só ouço "pontos nos is", mas a pergunta acaba por ser aplicável aos dois casos. – E_net4 the commentary remover Nov 13 '16 at 16:28
  • @E_net4 Cá, do lado ocidental do Atlântico, dizemos "os pingos nos ii" ou "is" ou qualquer outra forma. E, "por os pingos nos is" é idiomático. – Centaurus Nov 13 '16 at 17:04
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    Bem sei que é idiomático, estou a acrescentar que existe "pôr os pontos nos is" em Portugal. – E_net4 the commentary remover Nov 13 '16 at 17:06
  • Eu digo pingos nos is. – eightShirt Nov 14 '16 at 0:21
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O plural do substantivo i é ii ou is, sem aspas nem apóstrofes. Isto é aliás válido para as outras letras: admitem um plural regular, ás, bês, cês, efes agás; e um plural gráfico, aa, bb, cc, etc.; o plural de xis é xx ou xis (e não xises), constituindo assim uma meia exceção. Estes duplos plurais vêm no Priberam, Michaelis, Houaiss (Lisboa, 2003) e dicionário da Academia das Ciências de Lisboa (Lisboa, 2001). Este último traz também a versão lusitana da expressão com os dois plurais:

i ou I [í]. s. m. (Do latim i ou I). 1 nona letra e terceira vogal do alfabeto português [...] pôr os pontos nos ii/is, deixar a situação bem clara, sem margem para equívocos. Pl. ii ou is.

Os outros dicionários optam por apresentar a expressão com um ou o outro plural. O Michaelis, Aulete e Houaiss (verbete pingo) optam por is: «pôr os pingos nos is»; o Priberam, por ii: «pôr os pontos nos ii»; e a Infopédia, para não ofender ninguém, por ii no verbete ponto e is no verbete i.

Aspas não fazem aqui qualquer sentido. As aspas não fazem parte das palavras; simplesmente servem para indicar um uso especial, como uma citação, um uso irónico (prefiro passar sem a “ajuda” dele), um termo inusitado na linguagem do locutor (meu amigo português está embevecido com seu “puto”) ou um estrangeirismo ou neologismo ainda não consagrado na língua. Talvez algumas pessoas sejam tentadas a pôr ii ou is entre aspas precisamente por pensarem que não são palavras consagradas.

O apóstrofe também não faz sentido. Possivelmente é influência do seu uso (criticado, ver ELU) no plural de acrónimos em inglês.

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