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Vou dar dois exemplos um tanto diferentes:

  • Depois de um instante João decidiu subir a colina (certamente a melhor saída a ser tomada), mas no tumulto da festa a escalada foi adiada...
  • ...resultam em elementos de matriz zero (ver sessão 15.4), assim os únicos termos que contribuem...

Estes usos estão corretos? Existem regras para isso?

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    Martin, são exemplos distintos, porém ambos com o mesmo caso de uso (vírgula depois do parêntese final). Não ficaria mais claro se desses exemplos reais onde não há vírgulas, ou elas existem antes ou depois dos parênteses? – gmauch Jul 26 '16 at 11:15
  • @gmauch Meu ponto é que não lembro de ter visto caso algum em que a vírgula vem antes do parênteses. Eu sempre uso depois, mas não conheço nenhuma regra que possa me dizer que estou certo. – Patrick Jul 26 '16 at 12:38
  • Eu diria que a regra é depende do sentido da frase, mas se os parênteses abrem um comentário ou clarificação em relação à parte anterior da frase, como é mais comum, só faz sentido que a vírgula venha depois dos mesmos, para pausar ou separar em relação à segunda parte da frase. – Duarte Farrajota Ramos Jul 26 '16 at 16:59
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Celso Cunha e Lindley Cintra dizem na Nova Gramática do Português Contemporâneo (Lisboa, 2014, p. 823) o seguinte:

A posição dos parênteses com referência aos sinais pausais obedece à seguinte norma constante dos acordos ortográficos luso-brasileiros: «Quando uma pausa coincide com o início da construção parentética, o respetivo sinal de pontuação deve ficar depois dos parênteses; […]

Vejamos um exemplo. Comecemos com uma frase sem parênteses:

Chico da Mouraria ensina que «esta vida são dois dias», aforismo repetido à exaustão pela sua legião de admiradores.

Se agora introduzirmos, na frase acima, o título da obra e página entre parênteses, a pontuação não se altera; se quisermos o parêntese junto à vírgula, terá de ser antes dela:

Chico da Mouraria (Memórias, p. 987) ensina que «esta vida são dois dias», aforismo repetido à exaustão pela sua legião de admiradores.

Chico da Mouraria ensina que «esta vida são dois dias» (Memórias, p. 987), aforismo repetido à exaustão pela sua legião de admiradores.

Celso Cunha e Lindley Cintra contintuam:

[…] mas, estando a proposição ou frase inteira encerrada pelos parênteses, dentro deles se põe a competente notação».

Este assunto foi tratado nesta pergunta, mas eu deixo aqui um exemplo:

Chico da Mouraria ensina que «esta vida são dois dias». (É provável que este Chico da Mouraria seja inteiramente fictício.) Este aforismo é repetido à exaustão pela sua legião de admiradores.

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