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  • Não vou à escola, pois não me sinto bem.

  • Não vou à escola, porque não me sinto bem.

What is the difference between "pois" and "porquê"?

And which is more formal?

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  • Do you want to know the difference in general or in those two sentences? – Artefacto May 5 '16 at 16:45
  • I like to the difference in general – DerPolyglott33 May 5 '16 at 16:46
  • OK, it's just that neither of those would likely be said. Either "não vou à escola; não me sinto bem" (e.g. in response to "what are you doing in bed?" or "não vou à escola porque não me sinto bem" (without comma, e.g. in response to "why are you not going to school?") – Artefacto May 5 '16 at 16:50
  • Both sentences are idiomatic. The commas are out of place, that is true. I am not going to school as I don't feel well versus because I don't feel well. Very simple, very clear and there's no doubt at all about that. – Lambie May 7 '16 at 16:08
  • In your sentence the meaning is the same, but "pois" is usually less used than "porque" and it has a little bit of formality feeling. – Enrico Brasil May 11 '16 at 0:39
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Semanticamente, quer porque, quer pois, podem introduzir causas (caso em que a oração introduzida por pois/porque tem de descrever uma situação anterior àquela da da oração principal), ou uma motivação/justificação.

  • Em Lisboa, porque é um meio mais cosmopolita, gerou-se uma maior diversidade e instabilidade. [causa]
  • Preferia jogar com a Inglaterra, porque os romenos têm um futebol demasiado parecido com o nosso. [justificação]
  • Na altura das chuvas, tinha na escola uns sapatos e umas roupecas para trocar, pois chegava todo molhado... [motivação]
  • A água ferveu, pois atingiu os 100°C. [causa]

Isto não significa que porque e pois sejam usados com a mesma frequência relativa para introduzir cada tipo de orações. Porque introduz orações causais mais frequentemente do que pois e pois orações explicativas mais frequentemente do que porque.

Uma outra diferença semântica prende-se com o facto de que porque, quando é colocado após a oração principal, tende a introduzir informação que é apresentada como nova, que não é do conhecimento geral (Gramática do Português da Gulbenkian, pág. 2009). Este não é geralmente o caso com porque na posição inicial ou com pois.

Em termos de registo, pois tende a ser mais usado na escrita. A maioria das ocorrências de pois na oralidade correspondem a expressões idiomáticas ou a um valor conclusivo (mais no fim da resposta).

Em relação a porque, existe uma relação entre o valor semântico e a sua posição (pág. 2008):

[Q]uando tem um valor explicativo, a oração [com porque] ocupa sempre a posição final e é precedida por uma rutura entoacional, marcada por uma vírgula na escrita (cf. (96a)). Quanto tem valor causal, a oração pode ocorrer em posição inicial ou final, mas quando é final, não é geralmente antecedida de rutura entoacional (cf. (96b) e (96c)):

(96) a. O diretor já chegou, porque as luzes do gabinete estão acesas.
       b. Porque era domingo, a loja estava fechada.
       c. A loja estava fechada porque era domingo.

Quando porque tem um valor causal, comporta-se como uma conjunção subordinativa. A subordinação adverbial tem três propriedades que não são satisfeitas em construções pois, independentemente do valor semântico (idem, pág. 2009):

  1. A possibilidade de ocorrência em posição inicial:

    Porque estava bom tempo, os pescadres ficaram em terra.
    *Pois estava bom tempo, os pescadores ficaram em terra.

  2. A possibilidade de haver coordenação:

    Estou cansado porque tenho tido muito trabalho e porque o meu filho tem estado doente.
    *Estou cansado, pois tenho tido muito trabalho e pois o meu filho tem estado doente.

  3. A colocação pré-verbal dos pronomes clíticos em orações finitas (só relevante no português europeu):

    Estou mais aliviado porque lhe contei a verdade.
    *Estou mais aliviado, pois lhe contei a verdade.

Se porque introduzir uma oração explicativa, as propriedades sintáticas são geralmente semelhantes àquelas das orações explicativas introduzidas por que, propriedades essas que estão entre as de porque causal (que satisfaz 1-3) e as de pois (que não satisfaz 1-3). Em particular, o ponto 1 não é satisfeito (não é permitida a posição pré-verbal, como já foi mencionado), a ênclise a próclise são ambas possíveis (ponto 2), e a coordenação é possível mas marginal. A Gramática do Português dá estes exemplos com que (pág. 2010):

Acorda, que o sol já vai alto!
*Que o sol já vai alto, acorda!
Tem cuidado, que ele te bate/bate-te.
?Vem-te deitar, que já é tarde e que temos de nos levantar cedo!

Pois conclusivo

Este pois é semelhante a outros conectores conclusivos como assim, logo, por conseguinte, por consequência, por isso e portanto, mas tendo a particularidade de só poder ocorrer logo após o verbo (idem, pág. 1810):

Os concorrentes ganharam um carro; estavam, pois, muito contentes.

Expressões idiomáticas com pois

Pois é é uma «expressão usada para indicar confirmação ou resignação» (Priberam).

O Ex-OO7 Timothy Dalton vai ser pai pela primeira vez, com a bonita idade de 50 anos (pois é, não parece, mas é quantos já tem).

No Brasil, existe ainda a expressão pois não.

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  • 1
    The asker needed an explanation in English and not an entire grammatical exegesis. The difference in general; not explained. I explained the difference in general. – Lambie May 7 '16 at 14:46
  • 1
    @Lambie 1) a diferença entre pois e porque é essencialmente gramatical (ambos podem transmitir causa ou justificação), 2) o OP não pediu explicitamente uma resposta em inglês, e responder em português a perguntas em inglês é permitido pelas regras e 3) in general tem vários sentidos, e o meu comentário não usa a expressão no sentido vago de "a maioria dos casos", mas sim no sentido lógico, i.e., quero dizer que a equivalência pode exisitir em casos particulares, mas não pode ser generalizada numa regra. – Artefacto May 7 '16 at 14:57
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Porque is because and pois is as, as used in your sentence.

I'm not going to school as [pois] I don't feel well.

I'm not going to school because [porque] I don't feel well.

The Portuguese tend to use pois a lot in response to someone else's comments, as a way of agreeing with the person and to mean yes.

Gostas de café, não é?.
Pois, gosto (sim). (Portugal)

Gosta de café, não é?
Pois é, gosto sim. (Brasil).

In Brazilian Portuguese, the pois é is more like "well", "in fact", "yes".

These are just general instances of this, not every single detail about the usage.

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  • 2
    -1 Saying porque is because and pois is as (or since or for) explains little and is generally wrong. For instance, you cannot plug pois here: "But, as we cannot know, in all cases, the character of the books thus noticed, the writers of the notices must be held responsible for what they shall say of their contents, and not we.". The rest of the answer is also, at the very least, misleading. An answer of pois, gosto is an agreement (hell, we're answering gosto to a yes/no question), but pois actually introduces hesitation or a concession (will depend on context). – Artefacto May 5 '16 at 22:57
  • It is not wrong. I was giving GENERAL usage, and the usage in the sentences POSTED pois eu sei (as I know) o que as frases estão dizendo (what the sentences are saying) (Portugal: estão a dizer). Credo. I explained two different uses: INSIDE a sentence, and starting one. But, like I said, not EVERY SINGLE USAGE. – Lambie May 6 '16 at 19:28
  • If you say that a is b, like you, then a and b better be interchangeable. Here, they're clearly not. So if you want to make an analogy to English, you have at least to say the aspects where the analogy applies. – Artefacto May 7 '16 at 0:19
  • I never said they were interchangeable. First you say I say explain little then you say I said they were interchangeable. My god, what bad faith. You have basically written an entire grammatical exegesis but not explained the meaning in English as requested. – Lambie May 7 '16 at 14:45
  • I don't know why you find what I write so difficult to comprehend. I didn't say that you said they were interchangeable. I said "then they better be interchangeable". Read it again. What I said was that by saying a is b, you're explaining nothing; you're not pointing out the aspects in which the two are related. An explanation would only be unnecessary if the two were interchangeable. – Artefacto May 10 '16 at 17:43

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