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Fonte oficial: http://www.rio2016.com/paralimpiadas

Neste ano, no Rio de Janeiro, haverá os jogos Olímpicos e os Paralímpicos.

Por que a letra O de Olímpicos é removida quando combinada com o prefixo "para-"?

Quais as normas gramaticais que regem esta composição?

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Com informações adicionais às prestadas pelo @Joum, temos que foi uma manobra do Comitê Olímpico Internacional para "padronizar" a grafia do termo, aproximando-o à grafia do ingês.

Deste Google Ngram, podemos perceber que o termo na lingua inglesa é "Paralympic", sendo as ocorrências de "paraolympic" desprezáveis.

https://books.google.com/ngrams/graph?content=paralympic%2C+paraolympic&case_insensitive=on&year_start=1990&year_end=2015&corpus=15&smoothing=3

Por fim, temos nesta referência de artigo noticioso a razão do neologismo:

Não se tratava de erro de digitação. Em novembro do ano passado, quando foi divulgada a logomarca do evento, o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), assim chamado desde sua fundação, em 1995, aproveitou para anunciar que estava trocando de nome “para se alinhar mundialmente aos demais países”. Para tanto, deixava um o pelo caminho, tornando-se oficialmente o Comitê Paralímpico Brasileiro. Na mesma data, estipulava um prazo de 18 meses – que vence em maio do ano que vem – para que as entidades a ele filiadas se atualizem ortograficamente.

Logo a grafia sem o "O" foi ingerência corporativa do comitê organizador do evento na língua, para se "adequar" à grafia estrangeira.

Isto em um evento em que a ordem do desfile de abertura muda de acordo com a língua falada no país-sede. Parece-me contramão.

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    Em resumo, se me permitem a opinião pessoal, alguém resolveu mudar a palavra tendo pouquíssimo embasamento (ver: sualingua.com.br/2012/09/16/ainda-as-paraolimpiadas) e toda a imprensa seguiu atrás. É estranho e um tanto incômodo; de um dia para o outro começaram a engolir o “O” de forma artificial e nós ficamos aqui pensando “O que houve? Eles podem mutilar a palavra assim e todos aderem, mesmo que não tenha lógica e soe mal?”...
    – marcus
    Mar 18 '16 at 18:42
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    @marcus a mudança foi feita por marqueteiros com 99% da preocupação em identidade do produto e 0,05% na língua. "Vamos engolir o O para padronizar a grafia o máximo possível com a língua inglesa." Mas como eles são detentores da marca, e a imprensa não quer ser banida do evento, seguem os marqueteiros quais ovelhas.
    – Mindwin
    Mar 18 '16 at 18:47
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    Pois é, foi isso que aconteceu (mas nem como coisa de marqueteiro isso me convence, a palavra ficou muito dissonante, como se um gato tivesse subido no piano). Mas, para completar, depois que postei, vi que o artigo que eu realmente queria enviar era este: sualingua.com.br/2012/09/29/ainda-as-paraolimpiadas-conclusao
    – marcus
    Mar 18 '16 at 18:52
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Pelo que pude apurar, é um assunto que levanta alguma celeuma.

TL;DR: As duas formas estarão correctas, ainda assim há convenções diferentes nomeadamente no contexto do português europeu vs. português brasileiro.

De acordo com esta referência:

As formas paraolímpico e paralímpico encontram-se ambas registadas em vários dicionários de língua portuguesa e nenhuma delas pode ser considerada incorrecta.

A forma preferencial deverá ser paraolímpico, pois será mais consensual a junção do prefixo para- à palavra olímpico. Neste caso, não há uso de hífen porque o prefixo para- não deve ser seguido de hífen (ex.: paraestatal, parassíntese, paratexto), excepto se a palavra a que se junta começar pela letra h ou pela vogal a (a mesma vogal em que termina o prefixo).

A variante paralímpico pode ser justificável quer pela influência da forma inglesa paralympic, quer por um processo de síncope, comum em português, que consiste na eliminação de um fonema no interior de uma palavra (para- + [o]límpico).

A forma para-olímpico encontra-se apenas registada no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa e não está de acordo com o uso do hífen com o prefixo para- nas principais obras de referência (por exemplo, no Tratado de Ortografia da Língua Portuguesa, de Rebelo Gonçalves).

Há, contudo, visões adicionais que me parecem relevantes (ênfase meu):

Por tudo o que se apresentou, a AiT recomenda que a forma desejável para grafar o termo em análise é, sem margem para dúvidas, a forma paraolímpico.

Na minha opinião, importa ainda distinguir o aspecto informal da questão - aplicabilidade e validade do termo em termos conversacionais e de grafia - da questão de ciência linguística e quadro normativo da língua portuguesa. Penso que ambos os aspectos estarão suficientemente cobertos nas referências apresentadas.

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    Eu encontrei paralímpico apenas no Priberam e Porto Editora (Infopédia), e ambos remetem para paraolímpico. O Houaiss e Aulete têm apenas paraolímpico; o da academia para-olímpico (mas está escrito na grafia pré-AO); o Michaelis não tem nada.
    – Jacinto
    Mar 17 '16 at 15:37

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