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Para expressar sentimentos fortes de emoção, alegria, raiva ou por outra razão qualquer o falante pode emitir uma sílaba tônica com duração e intensidade fora do normal. Existem também situações onde a primeira sílaba é destacada.

Exemplos:

Está muuuuito quente hoje!
Goooool.
Deve existir mais exportação e menos importação.

Até que ponto é interessante utilizar esse destaque na escrita de textos não formais?

Existem regras para uso desse recurso?

  • "iminente" e "eminente" são homófonas (ambas lidas /i/), esse exemplo não funciona. – Artefacto Nov 8 '15 at 20:00
  • não confunda o sentido de iminente com eminente. – Denis Caixeta Nov 8 '15 at 20:15
  • 1
    1. A sílaba tónica de Olhaaa é a primeira, não a segunda; mas a segunda é que está prolongada. Foi acidental? 2. Existem também situações onde a primeira sílaba é destacada. - o exemplo dado não é um de destaque da primeira sílaba, é um de destaque da sílaba controversa; ser a primeira é só coincidência. – ANeves Nov 9 '15 at 10:54
  • Agradeço pelas sugestões... Editei a pergunta fazendo as correções. – Denis Caixeta Nov 10 '15 at 10:10
  • @Artefacto O dicionário da Academia e a Infopédia indicam eminente pronunciado /emiˈnẽt(ə)/. – Jacinto Nov 10 '15 at 10:50
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A Moderna Gramática Portuguesa de Evanildo Bchara apresenta uma boa discussão com exemplos do acento de insistência. Este consiste em pronunciar uma sílaba com intensidade, altura e/ou duração superior ao normal. Pode recair na sílaba tónica ou noutra, mais comummente na primeira. É um fenómeno muito comum na linguagem oral. Pode exprimir uma emoção:

Ele é um bandido.
Está completamente destruído!
Fantástico, Melga! Fantástico Mike!

Pode também ser um acento de insistência intelectual, visando chamar a atenção para alguma coisa, especialmente em palavras derivadas por prefixação:

Falamos de verbos intransitivos.

Quando a indicar este acento na linguagem escrita, o autor é soberano. Bechara diz que alguns escritores fazem-no com a repetição da vogal da sílaba sobre qual recai o acento. Neste outro livro encontramos exemplos com indicação da fonte, não só da repetição da vogal, como também da consoante:

[R]rrolar (Guimarães Rosa, Saragana, 1946.)

Se pudéssemos, nós que temos experiência da vida, abrir os olhos dessas mariposinhas tontas... Mas é inútil. Encasqueta-se-lhes na cabeça que o amor, o amoor, o amooor é tudo na vida, e adeus. (Monteiro Lobato, Cidades Mortas, 1919.)

Evanildo Bechara, na sua gramática, indica o acento de insistência intelectual com negrito itálico. Portanto cada autor adopta o artifício que mais lhe agrada e que melhor se adequa ao caso concreto. Eu consigo ouvir o R a rolar na palavra rrrolar; já em fantástico, conseguimos prolongar o A mas não o T.

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