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Recentemente ouvi uma entrevista no rádio sobre diferenças entre o PT-BR e o PT-PT. Em certo ponto chegou-se ao assunto de que os portugueses têm tendência a traduzir estrangeirismos (p. ex. mouse virou rato). Até aí nenhuma novidade.

O que me chamou a atenção foi que o entrevistado disse que em Portugal traduz-se, inclusive, nomes próprios e deu como exemplo a rainha Elizabeth da Inglaterra e seu filho, o príncipe Charles. Segundo o entrevistado em Portugal ela é conhecida como Rainha Isabel e seu filho como Príncipe Carlos.

É real este costume de traduzir nomes próprios em geral em Portugal? E no caso específico dos monarcas ingleses, como são conhecidos pelos portugueses?

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    "ordernador"? Não estarás a confundir com o espanhol? Nunca ouvi tal coisa em Portugal, embora o dicionário registe a palavra. – Artefacto Nov 4 '15 at 15:19
  • @Artefacto, Olha, pelo que me lembro foi esse o exemplo usado no programa, mas não tenho certeza. Vou ver se acho uma gravação do programa para verificar. De qualquer sorte, o foco da questão é na tradução Elizabeth --> Isabel e Charles --> Carlos. – gmauch Nov 4 '15 at 15:24
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    Mas eu confirmo: nunca ouvi ordenador em Portugal. Quanto à realeza, sim: rainha isabel II e príncipe Carlos. O pessoal, quando começa a apontar diferenças entre Portugal e Brasil, por vezes entusiasma-se. – Jacinto Nov 4 '15 at 15:35
  • Confirmado também nunca ouvi isso. Já agora não seria "mouse virou rato, computer virou ordenador"? – Jorge B. Nov 4 '15 at 17:12
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    @Centaurus Uma pergunta relacionada. – tchrist Dec 10 '15 at 12:46
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Os nomes próprios dos monarcas, faraós e czares estrangeiros são praticamente todos traduzidos, pelo menos aqueles que já entraram, há muito tempo, na variante europeia da Língua Portuguesa. É o caso de Eduardo, Isabel, Luís, Catarina, Carlos Magno, Napoleão, Balduíno, Gustavo, Jorge, Maximiliano e Ulrica Leonor, Faiçal (ou Faisal). Dos não traduzidos, refiro os de Haakon (ou Haquino) e Mohammad Ali Shah Qajar.

Quanto aos nomes próprios de Presidentes, Primeiros-Ministros e Chanceleres não são habitualmente traduzidos, em Portugal.

Sobre outros nomes próprios, a tendência é para os não traduzir: John, Mary, Madeleine.

Finalmente, em Portugal, traduzem-se os nomes dos monarcas britânicos. Já os dos seus familiares podem ser traduzidos (Ana, em vez de Anne) ou não (William, em vez de Guilherme).

De forma similar, os nomes bíblicos e dos Papas, cada país utiliza a sua própria tradução, por exemplo: Madalena, Mateus, João, Bento, Francisco, etc.

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    Fiquei com um "porquê" preso na cabeça. Haverá alguma razão conhecida para essa tradução de nomes de monarcas e chefes de estado? Será por serem nomes estabelecidos em tempos mais nacionalistas? Será simplesmente tradição histórica? – ANeves Nov 5 '15 at 11:56
  • @ANeves Os nomes próprios dos Chefes de Estado que são ou foram Presidentes, como George W. Bush e François Mitterand não se traduzem. Quanto à razão pela qual os que indiquei se traduzem só posso especular, mas sou levado a pensar que a principal seja uma tradição histórica. – Américo Tavares Nov 5 '15 at 19:37
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Com reis e príncipes costuma traduzir-se, desde que o nome seja facilmente traduzível. Vê aqui a distribuição no CETEMPúblico.

"Elizabeth" e "Charles" são facilmente traduzidos, por isso domina a forma portuguesa. Quando passamos "William" temos já uma distribuição equilibrada entre o original e "Guilherme" e por fim há nomes que não são traduzidos de todo como "Hussein".

Com outras celebridades, costuma usar-se o primeiro e último nome, e não traduzir nenhum deles.

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