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As seguintes falas da Presidenta Dilma possuem erros de regência nominal ou verbal? Onde e por quê?

"i da gente poder estocar, o vento podia ser isso também mas voce não conseguiu ainda tecnologia pra estocar vento. Ter uma forma docê estocar por que o vento ele é diferente nas horas do dia”

“Se hoje é o dia das crianças. Ontem eu disse que criança. O dia da criança é dia da mãe do pai e das professoras, mas também é o dia dos animais. Sempre que você olha uma criança, há sempre uma figura oculta que é um cachorro atrás”

“Nós tamos comungando a mandioca com o milho e certamente teremos uma série de outros produtos que foram essenciais para o desenvolvimento de toda a civilização humana ao longo dos séculos. Aqui hoje eu to saudando a mandioca”

“Eu vi. Você, veja... Eu já vi, parei de ver. Voltei a ver e acho que o Neymar e o Ganso têm essa capacidade de fazer a gente olhar”

Ai você fala o seguinte: 'Mas vocês acabaram isso?' Vou te falar: ‘Não, está em andamento!’ Tem obras que vai durar pra depois de 2010. Agora por isso nós já não desenhamos, não começamos a fazer projeto do que nós podemos fazê…

Depois que a pasta de dente sai do dentifrício ela dificilmente volta pra dentro do dentifrício, então ele me disse que faria todo o esforço político pelo menos não ficasse solta por ai e voltasse uma parte devolta pro dentifrício.

A unica area que eu acho, que vai exigir muita atenção nossa, e ai eu já aventei a hipótese de ate criar um ministério, é na area de.. na area… eu diria assim, como uma especie de analogia com o que acontece na area agrícola

closed as too broad by Artefacto, Jacinto, James, Earthliŋ Oct 15 '15 at 13:09

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  • 8
    A pergunta deveria apresentar a dúvida concreta, com a citação necessária, mas não mais do que a necessária, para que se compreenda qual é a dúvida. Dúvidas de naturezas diferentes seriam melhor apresentadas em perguntas separadas. Tal como está, pedindo para identificar erros de concordância num texto longo, a pergunta não é apropriada para o site. – Jacinto Oct 15 '15 at 8:13
  • Parece que o OP fez um perfil só para fazer essa pergunta. O user525 postou em outubro de 2015 e desde então nunca mais apareceu por aqui. Provavelmente alguém que fez um segundo perfil apenas para uma finalidade política: chamar a atenção para os erros da ex-presidente. Alguém que coleciona todos os erros de português de um terceiro, não tem boas intenções. – Centaurus Dec 12 '16 at 22:30
7

Eu não vejo problemas de regência nessas frases (o que não quer dizer que não haja; talvez alguém acabe me provando o contrário). Sintaticamente falando, acho que a característica mais saliente são as orações curtas e incompletas, próprias da linguagem oral. Por exemplo,

A única área que eu acho que vai exigir muita atenção nossa, e aí eu já levantei a hipótese...

Nessa frase, a Dilma começa com uma oração que pede um predicado ("A única área..."), mas o predicado não vem na frase. Supõe-se que ela começou a frase com a intenção de emendar algo como "... [a área] é área agrícola", mas mudou de ideia antes de terminá-la.

Há também um problema de concordância verbal entre um sujeito no plural e um verbo no singular:

Tem obras que vai durar...

Ou mesmo um uso do pretérito imperfeito em vez do futuro do pretérito:

[...] o vento podia ser [em vez de "poderia ser"]

Mais uma vez, esses "erros" são bastante comuns em falantes nativos de português brasileiro, especialmente em algumas regiões, como o estado de São Paulo. Mas, estritamente falando, não se trata de um problema de regência.

Por outro lado, há alguns problemas na transcrição do texto, que omite alguns acentos, usa pontuação incoerente, e escolhe grafias que imitam a fala em pontos que discordam da norma padrão da escrita. O efeito resultante é exacerbar o aspecto oral, fragmentado do discurso. Por exemplo,

[...] o vento podia ser isso também mas voce não conseguiu ainda tecnologia pra estocar vento. Ter uma forma docê estocar por que o vento ele é diferente nas horas do dia.

Para mim, a estrutura da frase acima é a seguinte:

[...] o vento podia ser isso também, mas você não conseguiu ainda tecnologia para estocar vento, ter uma forma de você estocar; porque o vento, ele é diferente nas horas do dia.

Ou seja, "ter uma forma de estocar" está subordinada à preposição "para" que vem logo antes. A frase é redundante e não muito polida, mas me parece significativamente menos chocante que a transcrição original.

  • 3
    Eu iria mais longe ainda. No discurso há pausas muito longas que facilitam a compreensão, e às quais nem a vírgula faz justiça. Eu transcreveria assim: "O vento podia ser isso também, mas você não conseguiu ainda tecnologia para estocar vento ― ter uma forma de você estocar ― porque o vento, ele é diferente nas horas do dia." – Jacinto Oct 15 '15 at 7:31

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